Indicadores
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Temas Materiais
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Processo de definição de temas materiaisGRI 3-1
A materialidade elaborada em 2024 foi revalidada pela Diretoria Executiva em 2025 e incluiu uma abordagem de dupla materialidade, abrangendo as atividades da empresa, bem como as atividades upstream e downstream. O processo utilizou métodos como entrevistas individuais, consultas online, mapeamento de públicos de relacionamento, análise de documentos internos e externos, e reuniões de trabalho. O Conselho Deliberativo, o mais alto órgão de governança, acompanhou o processo de definição dos temas materiais.
Os critérios para priorização dos temas materiais e seus impactos consideraram a probabilidade e severidade (intensidade, extensão e reversibilidade), a probabilidade e magnitude, além da relevância para os públicos de relacionamento. Entre os grupos consultados estão acionistas, investidores, clientes, trabalhadores próprios, fornecedores, parceiros de negócios, reguladores e outros, como empresas participadas, associados, os conselhos consultivos do Previ Futuro e do Plano 1, o Conselho Deliberativo, o Patrocinador, o Comitê de Auditoria e o Conselho Fiscal.
- Definição: propósito, escopo e ferramentas a serem utilizadas;
- Identificação: mapeamento de públicos de relacionamento e refinamento da lista inicial de tópicos;
- Priorização: levantamento das perspectivas de impacto e financeira dos executivos, públicos de relacionamento e especialistas;
- Análise: análise de resultados, elaboração da matriz de materialidade e recomendações (relato e estratégia);
- Validação: validação dos tópicos e recomendações com a alta liderança. A materialidade elaborada e validada em 2024 foi revalidada integralmente em 2025 pela Diretoria Executiva da Previ.
Ainda na etapa de identificação, foi criada uma lista de temas potencialmente materiais para a Previ, dividindo-os entre as áreas Ambiental (Investimento responsável; Mudanças climáticas; Atributos ASGI no portfólio de investimentos), Social (Atração, desenvolvimento e retenção de colaboradores; Diversidade, equidade e inclusão; Saúde e bem-estar; Satisfação e transparência no relacionamento com associados; Inclusão e educação financeira/previdenciária) e de Governança (Ética, integridade e compliance; Inovação e tecnologia; Privacidade e segurança de dados; Relações governamentais e advocacy/órgãos reguladores).
Na fase de priorização, foi realizada uma escuta ativa dos públicos de relacionamento, para que eles pudessem indicar os temas que consideram mais importantes para a atuação da Previ. Os métodos utilizados foram de reuniões de trabalho junto aos especialistas internos, para ouvi-los sobre a materialidade socioambiental, consultas on-line com representantes das empresas participadas, de fornecedores e prestadores de serviços, associações, organizações setoriais e órgãos fiscalizadores, associados e funcionários, para que pudessem expor suas percepções de relevância dos tópicos, e também consultas on-line com membros dos conselhos Deliberativo, Fiscal, Consultivo do Plano 1, Consultivo do Previ Futuro, do Comitê de Auditoria e do patrocinador, para que pudessem opinar sobre a materialidade financeira. Ao todo, participaram desses processos 954 pessoas.
Os critérios para priorização dos temas materiais e seus impactos consideraram a probabilidade e severidade (intensidade, extensão e reversibilidade), a probabilidade e magnitude, além da relevância para os públicos de relacionamento.
Após a análise da escuta dos públicos de relacionamento, foram identificados 12 temas materiais mais relevantes. E, por fim, chegou-se à validação, junto à alta administração da organização, de uma matriz de materialidade com sete tópicos.
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Lista de temas materiaisGRI 3-2
A lista de temas materiais da Previ é composta por:
- Inclusão e educação financeira/previdenciária;
- Inovação e tecnologia;
- Relações governamentais e advocacy;
- Investimento responsável;
- Satisfação e transparência no relacionamento com associados;
- Mudanças climáticas; e
- Ética, integridade e compliance.
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Inclusão e educação financeira/previdenciária
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Inclusão e Educação Financeira/Previdenciária apresenta impactos reais positivos relacionados à promoção do letramento social e do planejamento financeiro, incentivando a construção de uma cultura previdenciária. Entre os destaques estão a inclusão de pessoas sem proteção previdenciária no sistema de previdência complementar por meio da democratização de serviços e comunicação adaptada a públicos específicos, além da inclusão financeira de idosos com serviços customizados, como planos de previdência flexíveis e acessíveis.
A Previ possui compromissos relacionados à Educação Financeira e Previdenciária promovidos desde 2010 por meio do Programa Mais Previ de Educação Financeira e Previdenciária. Esse programa é revisado anualmente em um processo formal envolvendo as áreas técnicas, a Diretoria Executiva e os Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Suas iniciativas estão alinhadas à legislação previdenciária, conforme a Recomendação CGPC 1/2008, que orienta a criação de programas de educação previdenciária pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar e permite ao órgão fiscalizador incluir a verificação da consistência dos programas no âmbito do Programa Anual de Fiscalização (PAF).
O programa é conduzido pelo Comitê Mais Previ, que realiza reuniões bimestrais para acompanhar e discutir as iniciativas em andamento. Essas ações podem ser permanentes ou programadas e são gerenciadas pelas áreas responsáveis. O comitê elabora relatórios semestrais e anuais que consolidam o plano de ação, os indicadores de acompanhamento e os resultados das ações. Esses documentos são apresentados à Diretoria Executiva, aos Conselhos Consultivos do Plano 1 e Previ Futuro ficam disponíveis para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão de supervisão das EFPCs, para eventual solicitação no âmbito do Programa Anual de Fiscalização (PAF).
Para o ciclo de 2025, o planejamento pedagógico foi estruturado com objetivos e resultados esperados muito claros para cada segmento:
- Plano Previ Futuro: O objetivo é facilitar o planejamento previdenciário e incentivar a autogestão. Espera-se ampliar o conhecimento sobre perfis de investimento, estimular a adoção de atitudes previdenciárias e transformar os participantes em multiplicadores dos produtos em suas redes.
- Plano 1: O foco está em ampliar o engajamento dos participantes para que atuem como multiplicadores de produtos e serviços, além de estimular a adoção constante de atitudes previdenciárias.
- Capec: A meta é ampliar o engajamento e a conversão do produto através de ações educativas que permitam a comparação direta com produtos similares disponíveis no mercado.
- Previ Família: O objetivo é promover o produto para ampliar as adesões e o saldo de reserva, estimulando sua utilização como estratégia de vantagem tributária, especialmente para o público dos planos PB1 e Previ Futuro que contribuem abaixo de 12% da renda bruta.
- Organização Financeira: A Previ busca estimular o equilíbrio financeiro dos participantes por meio de conteúdos educativos e ferramentas de autoatendimento, visando reduzir o superendividamento de participantes e assistidos.
A organização aprimora suas políticas com base nos aprendizados constantes. Em 2025, o planejamento passou a incluir indicadores para mensurar a efetividade das ações, a evolução das reservas no Previ Família e o comprometimento da margem consignável.
O processo de envolvimento dos públicos de relacionamento é central para essa evolução, utilizando pesquisas de satisfação e interações diretas. Um exemplo é a realização das Assessorias Coletivas em unidades do Banco do Brasil, onde as dúvidas dos participantes são levantadas previamente para personalizar o conteúdo das palestras, contando com o apoio de gestores e representantes locais para fortalecer o engajamento no planejamento previdenciário.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Ampliação da proteção previdenciária e da cultura de longo prazo por meio da oferta de produtos a novos públicos (familiares de associados);
Comunicação com linguagem adaptada para segmentos específicos de público, ampliando acesso aos serviços e à informação;
Letramento social e incentivo à visão de planejamento financeiro (familiar ou individual) e de vida, para construção de uma cultura de educação previdenciária;
Os impactos mapeados são positivos e vêm sendo explorados pela Previ por terem forte conexão com o Propósito da Entidade e serem transformadores para a sociedade no longo prazo.Riscos financeiros A baixa disseminação de cultura de longo prazo e de educação financeira/previdenciária pode resultar na redução da base de associados, no exercício de opções desfavoráveis pelos associados, que impactem suas reservas previdenciárias; e em dificuldade de acionar novos mercados para os planos de benefícios e demais produtos/serviços oferecidos pela Entidade. Efeitos financeiros Menor arrecadação de receita pela redução do alcance dos planos, o que pode comprometer a capacidade de oferta de novos produtos e serviços; menores contribuições para os planos previdenciários. Oportunidades financeiras Ampliar a inclusão de pessoas hoje fora do sistema previdenciário, em sintonia com a economia da longevidade; maior arrecadação de contribuições para os planos previdenciários resultando em reservas maiores e melhores benefícios. -
Suplemento setorial financeiro | Iniciativas para melhorar a educação financeira por tipo de beneficiárioGRI FS16
A Previ promove diversas ações de educação financeira e previdenciária por meio do Programa Mais Previ, que contempla iniciativas permanentes e programadas. A tabela a seguir detalha as principais iniciativas e os resultados alcançados em 2025, destacando o ganho de escala por meio da automação:
Principais iniciativas em 2025 - FS16 Iniciativa Objetivo Principais atividades e resultados alcançados Assessorias Previdenciárias (Escrita e Coletiva) Ampliar a disseminação do planejamento, garantir ganhos de escala e oferecer assessorias de forma ativa. Automação da Assessoria Escrita (e-book PDF), saltando de 357 para 5.351 envios. As Assessorias Coletivas (palestras) atingiram 2.952 participantes, com foco em associados com mais de 55 anos, perfis de maior risco e unidades estratégicas do BB. No total, as assessorias cresceram de 5.785 em 2024 para 16.570 em 2025. Pílulas de Assessoria "Previx Explica" Dar conhecimento massificado sobre orientações gerais da Assessoria Previdenciária nas redes sociais. Lançamento de série com 16 vídeos curtos abordando temas como Perfis de Investimento, Portabilidade e Tributação. A série alcançou uma média de 3.584 visualizações por vídeo. Divulgação da Nova Tabela PIP Democratizar o acesso à Contribuição Adicional (2B) e tornar o processo mais justo e ágil. Implementação de novos critérios que permitem aportes adicionais com contrapartida do patrocinador desde a filiação. Realização de campanhas digitais e materiais explicativos para incentivar a poupança de longo prazo. Curso Previ para Participantes e Portas Abertas Capacitar associados e lideranças para atuarem como multiplicadores de informações. Realização de curso adaptado (4h) em 17 encontros do Pensaabb, alcançando 603 pessoas. O programa Previ de Portas Abertas realizou 2 edições com 45 associados formadores de opinião. Videocast "Pega o Bizu pro seu Futuro" Promover educação financeira entre jovens associados durante a 12ª Semana ENEF. Produção de 5 episódios (YouTube/Spotify) com o educador Magno Rodrigues. Atingiu 1.900 visualizações e gerou engajamento de 2.200 associados em quizzes interativos. Projeto "Poupadores do Futuro" Ampliar o impacto da educação financeira entre crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Atividade educativa presencial para 65 adolescentes do Lar Fabiano de Cristo (RJ). A aula abordou solidariedade previdenciária, diversificação e gestão consciente do dinheiro.
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Inovação e tecnologia
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Inovação e Tecnologia apresenta impactos reais positivos e negativos. Entre os impactos reais positivos estão a melhoria da experiência dos associados por meio de serviços mais direcionados às suas necessidades, como interfaces mais amigáveis, e a contribuição para o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis, como ferramentas de avaliação de desempenho ESG. Por outro lado, os impactos reais negativos incluem a redução da satisfação dos associados devido ao uso de tecnologias obsoletas, como baixa digitalização de serviços e processos.
A Previ integra a inovação como um de seus sete valores corporativos, consolidando este compromisso em seu planejamento estratégico anual. A estratégia da entidade é orientada por direcionadores que visam implementar metodologias ágeis para acelerar a transformação digital, aumentar a atratividade dos produtos e prover novas soluções para todas as fases da vida dos participantes. No âmbito da gerência de Tecnologia, o planejamento específico foca em quatro pilares fundamentais que incluem a entrega de soluções para aprimorar experiências, a manutenção de um ambiente disponível e íntegro, o engajamento de pessoas e a eficiência na utilização de recursos para geração de valor.
Para prevenir impactos negativos e fomentar uma cultura inovadora, a organização realiza sistematicamente a Semana da Inovação e o Papo de Inovação. Em 2025, a quarta edição da Semana da Inovação foi realizada como um evento híbrido envolvendo parceiros do conglomerado Banco do Brasil e do mercado de previdência, utilizando metodologias ágeis para propor soluções a problemas reais da Previ. A gestão de incidentes de tecnologia atua como uma medida de controle, garantindo SLAs de atendimento definidos por criticidade e permitindo a identificação de melhorias necessárias nos sistemas. Além disso, em agosto de 2025, foi publicada a Política de Relacionamento com o Associado, trazendo um olhar estratégico centrado na ótica do cliente.
A Previ gerencia os impactos positivos do tema por meio da comunicação do valor gerado pela tecnologia em seus canais internos e externos, além da elaboração semestral de um relatório de valor da tecnologia para a diretoria. A eficácia das medidas é rastreada pelo monitoramento contínuo de dashboards de indicadores e pelo uso de tecnologias de Low Code, que conferem maior autonomia às áreas de negócio e reduzem riscos operacionais. O maior aprendizado identificado em 2025 foi a aplicação de metodologias ágeis em temas estratégicos como o autoatendimento e o aplicativo Previ, resultando em maior flexibilidade e adaptação rápida às necessidades dos usuários.
O envolvimento dos públicos de relacionamento é parte integrante do processo, com o planejamento tecnológico sendo construído a partir das diretrizes corporativas e de sugestões coletadas com os funcionários. A avaliação de eficácia considera o feedback direto das áreas envolvidas no desenvolvimento de aplicações, que destacam a agilidade nos prazos e a proximidade entre as áreas de negócio e tecnologia como pontos positivos. Embora a pesquisa de satisfação interna de demandas de TI ainda apresente baixa taxa de adesão, a organização utiliza os insumos da pesquisa de satisfação da Semana da Inovação para identificar lacunas, rever ações e propor novas soluções alinhadas ao olhar do associado e aos valores da entidade.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Melhoria da experiência do associado com oferta de serviços mais direcionados às suas necessidades;
Contribuição para o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis, e para avanços no setor;
Os impactos mapeados são positivos e estão alinhados à estratégia da Previ de investir em inovação e tecnologia para a oferta de uma experiência cada vez melhor aos associados.Riscos financeiros Não acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas no que diz respeito às suas plataformas, sistemas e acessibilidade; manutenção de processos pouco digitais, lentos e burocráticos; baixa produtividade por obsolescência das tecnologias, ferramentas e processos empregados na operação; ascensão de novos modelos de negócios e maior agilidade de concorrentes. Efeitos financeiros Perda de receita devido à redução de associados; aumento de custos devido à perda de eficiência nos processos e competitividade. O tema é visto como um ponto que demanda constante aprimoramento, dada a velocidade de sua evolução. É relacionado com privacidade e segurança dos dados, no sentido de oferecer mais digitalização de forma ética. Oportunidades financeiras Ganhos de eficiência e redução de custos operacionais, aliados à oferta de uma experiência cada vez melhor para os associados. -
Queixas comprovadas relativas à violação de privacidade e perda de dados de clientesGRI 418-1
Durante o período de relato, a Previ não recebeu reclamações comprovadas relacionadas a violações de privacidade ou perda de dados de clientes, seja por terceiros ou órgãos reguladores. Também não houve registros de vazamentos, furtos ou perdas de dados de clientes.
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Descrição para identificar os riscos de segurança de dadosSASB SV-PS 230a.1
A Previ gerencia a segurança de dados por meio de uma estratégia multidimensional que integra tecnologia de ponta, processos normatizados e conscientização contínua. A abordagem é centrada na mitigação proativa de riscos, utilizando um SOC (Centro de Operações de Segurança) que opera ininterruptamente para monitorar e correlacionar eventos no ambiente tecnológico.
A proteção da informação é garantida por medidas técnicas e contratuais rigorosas. Internamente, a organização aplica o mascaramento de dados em ambientes não-produtivos para mitigar riscos de vazamento. Externamente, o compartilhamento de dados com parceiros de negócios é condicionado a cláusulas de confidencialidade e proteção de dados que exigem a notificação imediata à Previ em caso de incidentes.
A eficácia dos sistemas de proteção é evidenciada pela detecção e bloqueio anual de aproximadamente 2,3 milhões de mensagens maliciosas e 50 mil tentativas de intrusão via sistema IPS. Para enfrentar a evolução das ameaças cibernéticas, a Previ organiza sua defesa seguindo o modelo Cyber Kill Chain, garantindo visibilidade desde a fase de reconhecimento até a execução de ataques. O compromisso com a melhoria contínua é validado por avaliações de maturidade baseadas no framework internacional NIST CSF 2.0, onde a entidade atingiu níveis de conformidade acima de 2,6 (em escala de maturidade), reforçando sua aderência às melhores práticas de mercado e às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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Descrição das políticas e práticas relacionadas a coleta, uso e retenção das informações dos clientesSASB SV-PS 230a.2
A Previ gerencia a privacidade de seus associados por meio de um sistema de governança de dados robusto, orientado pelo cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pelo compromisso institucional com a transparência. A coleta e o uso de informações demográficas, financeiras e pessoais são realizados majoritariamente para o cumprimento de obrigações legais e execução de contratos previdenciários, sendo todo o tratamento regido por normativos internos, como a Política de Segurança da Informação e a Política de Proteção de Dados Pessoais. Essas diretrizes asseguram que o manuseio das informações ocorra de forma a preservar a confidencialidade e a integridade, utilizando uma Declaração de Privacidade pública para esclarecer aos participantes quais dados são coletados e para quais finalidades.
O tratamento dos dados segue um ciclo de vida rigoroso, abrangendo desde a classificação inicial em níveis (confidencial, interna ou pública) até o descarte seguro. O custodiante da informação é responsável por zelar pela preservação dos dados em todas as etapas, incluindo o manuseio, transporte e distribuição. Todas as operações são documentadas em um Inventário de Dados Pessoais, que mapeia os tipos de dados tratados, as hipóteses legais aplicáveis e os compartilhamentos com terceiros. Os dados são retidos apenas pelo período necessário para cumprir a relação contratual ou exigências regulatórias, garantindo que o armazenamento não se estenda além do prazo legal e que medidas de segurança, como criptografia e controles de acesso, sejam mantidas para evitar situações acidentais ou ilícitas de perda ou alteração.
Para assegurar que a proteção de dados seja uma prioridade desde a concepção de qualquer novo serviço, a Previ aplica os conceitos de Privacy by Design e Privacy by Default por meio de sua Política de Ciclo de Desenvolvimento Seguro. Além disso, a entidade realiza Avaliações de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) preferencialmente na fase inicial de projetos ou processos que apresentem alto risco aos titulares. Essas avaliações também foram aplicadas de forma retroativa para atividades legadas embasadas no legítimo interesse da organização. Esse esforço contínuo de conformidade é complementado por políticas específicas para computação em nuvem e uso de dispositivos móveis, além de ações de capacitação constante do corpo funcional para mitigar riscos de vazamento e roubo de dados.
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Número de violações de dados, (2) porcentagem envolvendo negócios e informações confidenciais dos clientes (CBI) ou informações pessoalmente identificáveis (PII), (3) número de clientes afetadosSASB SV-PS 230a.3
Em 2025, não foram registrados quaisquer relatos ou denúncias de violações de dados. A Previ mantém um compromisso contínuo com o aprimoramento de seus controles de segurança da informação e cibernética, buscando mitigar os riscos de roubo ou vazamento de dados pessoais de funcionários, associados e demais partes relacionadas. Além disso, a organização promove regularmente ações de conscientização e capacitação junto ao corpo funcional, reforçando as melhores práticas de proteção de dados e fortalecendo a cultura de segurança em todos os níveis.
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Relações governamentais e agenda positiva/advocacy
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Relações Governamentais e Agenda Positiva/Advocacy apresenta impactos reais positivos e negativos. Entre os impactos reais positivos estão a defesa de interesses coletivos e do bem-estar social por meio de ações proativas, como a garantia do pagamento de benefícios aos associados e a promoção do diálogo com diferentes públicos de relacionamento, especialmente através de sua participação em associações e organizações setoriais, como o PRI. Por outro lado, os impactos reais negativos incluem a insegurança de públicos de relacionamento diante de exigências regulatórias que poderiam impactar adversamente a governança de fundos de pensão e patrocínios.
A Previ gerencia o tema de relações governamentais por meio de um robusto conjunto de políticas públicas disponíveis em seu site institucional. Este arcabouço inclui as políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão, de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI, de Integridade e de Comunicação Institucional. Tais documentos orientam a conduta ética no relacionamento com a administração pública e estabelecem o compromisso da entidade com a perenidade dos negócios e o desenvolvimento de um ambiente de trabalho plural. A organização busca ser protagonista no aprimoramento normativo do setor de previdência complementar fechada, atuando em fóruns nacionais e internacionais e contando com o suporte de consultorias especializadas para o debate de pautas regulatórias junto ao Congresso Nacional e órgãos reguladores.
No exercício de 2025, a articulação institucional da Previ gerou resultados concretos para o sistema previdenciário. A atuação conjunta com entidades como Abrapp e Anapar culminou na sanção da Reforma Tributária com isenção de impostos (IBS e CBS) para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Outra vitória relevante foi a aprovação da Resolução CMN 5202, que reverteu a obrigatoriedade de desfazimento da carteira de imóveis, pauta defendida pela Previ desde 2018. Além da esfera legislativa, a entidade reforçou sua agenda positiva ao participar do projeto Poupadores do Futuro, liderado pelo Ministério da Previdência, visando expandir a educação financeira entre jovens em todo o país.
A eficácia das ações de advocacy é rastreada por meio de indicadores de desempenho no Plano Estratégico e pela resposta a questionários de organizações globais como o PRI (Principles for Responsible Investment), Instituto Ethos e CDP. Em 2025, o compromisso com o investimento responsável foi consolidado com a eleição do diretor de Investimentos da Previ para o conselho global do PRI, garantindo que as especificidades dos mercados emergentes sejam consideradas nas diretrizes internacionais. No pilar social, a Previ conquistou o segundo lugar entre empresas não privadas no Índice de Equidade Racial nas Empresas (IERE) 2025, refletindo o sucesso das políticas de gestão de pessoas inclusivas e das ações de letramento promovidas internamente.
A Previ incorpora os aprendizados desses fóruns em suas normas operacionais, como evidenciado pela publicação do Plano Diretor de Sustentabilidade e pela atualização das Políticas de Investimentos com capítulos específicos sobre critérios ASGI. O modelo de governança da entidade assegura que as necessidades dos públicos de relacionamento sejam consideradas em todas as etapas, pois conta com representantes de associados e patrocinadores em seus órgãos de gestão. Embora não haja um processo isolado para coleta de feedback sobre advocacy, a representação paritária e as manifestações positivas nos canais de atendimento sobre as melhorias tributárias e regulatórias validam a eficácia da estratégia de relações governamentais na defesa dos interesses dos participantes.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Abertura no diálogo com diferentes públicos de relacionamento por meio da participação em associações e organizações setoriais;
Defesa de interesses coletivos e do bem-estar social por meio de ações proativas da Entidade, atuando em fóruns que discutem pautas ASGI e aprimoramentos regulatórios no setor de previdência complementar.
Os impactos positivos se destacaram, pois o atual momento se mostrou positivo para aprimoramentos regulatórios na previdência complementar e para o fortalecimento da atuação conjunta com associações setoriais e demais fundos de pensão. Além disso, a Previ atua ativamente na promoção e fortalecimento da agenda de sustentabilidade, tanto via iniciativas ligadas ao tema como por meio de sua participação nos conselhos das empresas investidas.Riscos financeiros Alterações no cenário regulatório e fiscal que prejudiquem o modelo de negócios, bem como modificações na legislação tributária; aumento de processos e sanções a fundos de pensão relacionados ao não alinhamento a disposições regulatórias. Efeitos financeiros Necessidade de adequação a novas exigências e aumento de custos relacionados;
Perda de receita devido à menor demanda pelos produtos associados aos fundos de pensão. Os riscos foram avaliados em média com uma probabilidade parcial de ocorrência e magnitude moderada.Oportunidades financeiras Atuação ativa dos conselheiros nas empresas participadas impulsionando a agenda de sustentabilidade; avançar e retomar o protagonismo das Previ nas entidades setoriais como o PRI; aperfeiçoamento do arcabouço regulatório da previdência complementar. -
Participação em iniciativas externasGRI 2-28
A Previ é uma das 231 participantes da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Em janeiro de 2025, o diretor de Administração da Previ, Márcio de Souza, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp. A Previ também atua em diversas comissões técnicas e comitês da Associação, como forma de trocar experiências, disseminar e produzir conhecimento em parceria com outras entidades, no âmbito da previdência complementar.
No cenário global, a Previ é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 2006, com participação da Previ e de outros grandes investidores institucionais. Em dezembro de 2025, o diretor de Investimentos, Cláudio Gonçalves, foi eleito para um mandato de três anos no Conselho do PRI, mantendo a representatividade da Previ e da América Latina no principal colegiado estratégico da iniciativa.
A Previ também é signatária do Pacto Global da ONU, cujo objetivo é disseminar a adoção de práticas ligadas a direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Além disso, é investidor membro do CDP, organização sem fins lucrativos que apoia investidores, empresas e governos na mensuração de riscos e oportunidades ligados às mudanças climáticas e outras questões ambientais com impacto nos negócios.
Em âmbito nacional, a Previ participa, desde 2010, do Programa Pró-Equidade de Gênero e de Raça do Governo Federal, combatendo discriminação e promovendo equidade por meio de ações afirmativas. Também faz parte do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra Corrupção e do Grupo de Trabalho sobre Integridade, ambos do Instituto Ethos, do Grupo de Trabalho da Plataforma de Ação contra a Corrupção da Rede Brasileira do Pacto Global da ONU, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e do Movimento Mulher 360, associação independente voltada à promoção da equidade de gênero no meio corporativo.
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Relacionamento institucional e governamentalGRI 2-29
A Previ exerce seu relacionamento com instâncias governamentais e outras instituições do poder púbico de forma direta, por meio de audiências e consultas públicas, em eventos que fomentem os temas ASGI e de investimento responsável e naqueles que dizem respeito à previdência complementar.
A Entidade está sempre disposta a contemplar as solicitações de fiscalização e atender questionamentos do poder público, órgãos reguladores e fiscalizadores. Também atua com tempestividade e qualidade na gestão das Relações governamentais e agenda positiva/advocacy, considerando os impactos reais positivos e negativos de sua atuação.
Exigências regulatórias que podem impactar adversamente a governança de fundos de pensão e patrocínios estão entre os temas que têm a atenção e o empenho da Previ. Para endereçá-los, a entidade atua de forma ativa para resguardar pautas regulatórias e boas práticas ASGI por meio de fóruns nacionais e internacionais, engajamento de conselheiros indicados em empresas investidas e apoio de uma consultoria especializada em relações institucionais e governamentais.
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Investimento responsável
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Investimento Responsável possui impactos reais positivos, como a promoção da cultura previdenciária responsável entre colaboradores e a cadeia de valor, incentivando a transição para uma economia mais sustentável. Entre os impactos negativos, destacam-se a baixa contribuição para a mitigação de impactos ambientais devido a investimentos em setores de alto impacto e a ausência de critérios sociais mais robustos na seleção de empresas investidas.
A Previ gerencia o tema do investimento responsável por meio de um robusto conjunto normativo que orienta suas decisões de alocação de recursos e sua atuação como investidor institucional. Este arcabouço é composto pela Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI, pelas Políticas de Investimentos de cada plano, pela Política de Voto em assembleias, pela Política de Governança de Investimentos e pelo Código Previ de Melhores Práticas ASGI. Adicionalmente, o compromisso da entidade é reforçado pela sua condição de signatária de importantes iniciativas globais, como os Princípios para o Investimento Responsável (PRI), o Carbon Disclosure Project (CDP), o Pacto Global da ONU, o IBGC e o Instituto Ethos.
Para mitigar impactos negativos potenciais, a organização utiliza o Rating ASGI, uma metodologia própria baseada em um questionário detalhado que avalia os riscos ambientais, sociais, de governança e integridade das empresas investidas. Os resultados dessa avaliação alimentam a Matriz de Riscos Corporativos e direcionam planos de ação específicos, que incluem o engajamento direto com as companhias e ajustes na alocação de ativos. No caso de impactos negativos reais, a Previ adota uma gestão ativa, mantendo contato direto com as empresas e conselheiros eleitos com seu apoio, além de monitorar permanentemente seus direitos como acionista para agir contra fraudes ou corrupção.
Os impactos positivos são gerenciados por meio do monitoramento contínuo de benchmarks de mercado e do incentivo para que as empresas capturem oportunidades sustentáveis identificadas. A eficácia dessas medidas é rastreada anualmente através da aplicação ordinária do questionário ASGI, que permite verificar a evolução das práticas das companhias e a efetividade das ações de engajamento. Caso não ocorra o aprimoramento esperado, a equipe técnica realiza procedimentos de acompanhamento para entender os motivos e reforçar a sugestão de melhores práticas.
As metas de desempenho estão vinculadas ao Plano Estratégico e ao Acordo de Trabalho dos funcionários, contemplando tanto o aumento do rating ASGI ponderado do portfólio quanto o cumprimento integral dos planos de engajamento. Os aprendizados obtidos nessas avaliações são incorporados periodicamente aos procedimentos operacionais e às políticas de investimento. O envolvimento de públicos de relacionamento foi fundamental na construção dessa metodologia, contando com sugestões da auditoria interna e de diversas gerências para assegurar que os processos decisórios atendessem às necessidades de controle e gerenciamento. O feedback de iniciativas externas, como o relatório de aderência emitido pelo PRI, também é utilizado como insumo crítico para a evolução constante das práticas de investimento responsável da Previ.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Promoção do investimento responsável e da agenda de sustentabilidade junto à cadeia de valor na transição para uma economia mais sustentável;
Portfólio ainda conta com empresas de setores de alto impacto socioambiental;
A Previ vem gerindo esses impactos, que possuem intensidade de média a alta, por meio de atuação protagonista em temas relacionados à promoção do investimento responsável. Também trabalha ativamente o engajamento das empresas investidas nesse tema, tendo como uma de suas metas estratégicas o aprimoramento de seu portfólio em aspectos ASGI.Riscos financeiros Maior volatilidade de investimentos em empresas com forte exposição a riscos ASGI (como desastres naturais, instabilidade social ou escândalos de governança); exposição a ativos de alto risco climático por meio de investimento em setores intensivos em carbono. Efeitos financeiros Desvalorização dos ativos, à medida que as regulamentações ambientais se tornam mais rigorosas; baixo retorno pela probabilidade de essas empresas terem efeitos financeiros negativos relevantes por sua atuação; perda de receita devido a menor demanda pelos produtos do fundo de pensão. Os impactos foram avaliados em sua maioria como prováveis de ocorrer e com magnitude severa se os riscos se materializarem, o que reforça a importância da estratégia ASGI da Entidade. Oportunidades financeiras Ir além do checklist (rating médio) e buscar mais formas de promover mudanças nas empresas investidas em sinergia com sua Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI; avançar na análise das metas e planos das empresas ligados à sustentabilidade, desenvolvendo capacidades internas para agregar valor a essas análises. -
Suplemento setorial financeiro | Políticas com componentes ambientais e sociais específicos aplicadas às linhas de negóciosGRI FS1
A Previ integra critérios Ambientais, Sociais, de Governança e Integridade (ASGI) em 100% de suas linhas de negócios e gestão de planos de benefícios. Essa integração é regida pelas Políticas de Investimentos e pela Política de Governança de Investimentos (PGI), cujas diretrizes são formuladas pela Gerência de Inteligência de Mercado e Risco de Negócios.
Um pilar fundamental da estratégia atual é a adoção da dupla materialidade, que prioriza investimentos baseando-se tanto nos riscos e oportunidades financeiras (materialidade financeira) quanto nos impactos das operações sobre a sociedade e o meio ambiente (materialidade de impacto).
As políticas estruturam-se em dois eixos principais:
- Ambiental: Focado na mitigação de externalidades negativas, manejo sustentável e estratégias de adaptação às mudanças climáticas, visando a redução da emissão de gases de efeito estufa e a proteção da biodiversidade.
- Social: Substitui o binômio “risco vs. retorno” pelo trinômio “risco, retorno e realidade”, promovendo uma transição socioeconômica justa, equidade de raça e gênero, e o respeito aos direitos de povos originários e comunidades.
Para operacionalizar esses princípios, a Previ utiliza um Rating ASGI obrigatório para as classes de Renda Variável e Crédito Privado. Este rating fundamenta as decisões de alocação e monitoramento de riscos. Adicionalmente, a entidade aplica uma filtragem negativa (vedação) para a aquisição direta de ativos de empresas ligadas aos setores de fumo e armas, além de restringir novos investimentos em ativos que obtenham a nota mínima (‘F’) na avaliação de práticas ASGI.
As políticas públicas estão disponíveis no site da Previ, incluindo os Princípios e Diretrizes ASGI e a Política de Governança de Investimentos: https://www.previ.com.br/portal-previ/investimentos-da-previ/politicas-de-investimento/.
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Suplemento setorial financeiro | Procedimentos para avaliação e classificação de riscos ambientais e sociais nas linhas de negóciosGRI FS2
A Previ adota procedimentos técnicos estruturados para a identificação e classificação de riscos ambientais e sociais, integrando-os à sua gestão de riscos corporativos e à análise de investimentos em renda variável.
O processo de avaliação baseia-se em dois instrumentos principais:
- Questionário ASGI: Aplicado anualmente a todas as empresas do índice Ibovespa, utiliza fontes de dados reconhecidas, como relatórios de sustentabilidade, formulários de referência da CVM e provedores de informações de mercado. O resultado é um Rating ASGI individualizado que identifica riscos e oportunidades materiais.
- Matriz de Atratividade Setorial: Realiza uma análise estrutural dos setores da economia, avaliando a magnitude das interferências físicas, químicas ou biológicas no meio ambiente e os impactos no bem-estar e na saúde da população.
A implementação e o monitoramento desses procedimentos são realizados por gerências especializadas. A Gerência de Riscos e Compliance coordena a Matriz de Riscos Corporativos, enquanto a Gerência de Participações Mobiliárias desenvolve as métricas para a renda variável. O Comitê Consultivo de Gestão de Riscos e Controles Internos, de caráter multidisciplinar, supervisiona os indicadores-chave de risco (KRIs) e acompanha os planos de mitigação, subsidiando as decisões da Diretoria Executiva.
Os resultados das avaliações influenciam diretamente as decisões de investimento através de mecanismos de filtragem negativa. Ativos que apresentam requisitos críticos, como envolvimento com trabalho escravo, corrupção, lavagem de dinheiro ou setores de fumo e armas, recebem o Rating “F”. Essa classificação acarreta vedações para novas aquisições e a inclusão do ativo em estratégias de desinvestimento prioritário, assegurando que o portfólio da Previ reflita seus compromissos com a ética e a sustentabilidade.
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Descrição da abordagem para a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) em processos e estratégias de investimento e/ou gestão de patrimônioSASB FN-AC-410a.2
A Previ integra os fatores de sustentabilidade em 100% de seus processos de investimento por meio da abordagem ASGI, que adiciona a Integridade como quarta dimensão essencial para mitigar riscos éticos e reputacionais. Essa estratégia é operacionalizada pela aplicação da dupla materialidade, garantindo que as decisões de investimento considerem tanto os riscos financeiros para os ativos quanto os impactos socioambientais das operações no mundo real.
A espinha dorsal dessa integração é o Rating ASGI proprietário, que mensura a prontidão das empresas para oportunidades sustentáveis e avalia lacunas em suas práticas. Para investimentos em Crédito Privado, a Previ utiliza um modelo de precificação que aplica bonificações ou penalizações no spread de remuneração exigido (variando entre -25 bps a +50 bps), dependendo da qualidade do rating do emissor. Empresas que recebem a nota mínima “F” sofrem vedações imediatas para novas aquisições e são priorizadas em estratégias de desinvestimento responsável.
A gestão da carteira é acompanhada por Indicadores-Chave de Risco (KRIs) Climáticos, que monitoram as emissões de gases de efeito estufa e a trajetória de temperatura implícita das empresas investidas. Além disso, a Previ realiza testes de estresse e análises de cenários climáticos para garantir que o portfólio seja resiliente a diferentes trajetórias de aquecimento global.
Na seleção de gestores fiduciários externos, a Previ realiza uma due diligence rigorosa, avaliando a transparência, a adesão a códigos de conduta e se o tema ASGI está genuinamente integrado ao modelo de negócios da gestora. A entidade promove a propriedade ativa, utilizando o engajamento individual ou coletivo para influenciar o portfólio rumo à transição energética e à diversidade de gênero e raça nas lideranças, reforçando seu papel como investidor institucional responsável e de longo prazo.
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Satisfação e transparência no relacionamento com associados
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Satisfação e Transparência no Relacionamento com Associados possui impactos reais positivos, como o aumento da satisfação dos associados devido à melhoria nos processos de atendimento, promovendo um relacionamento mais eficaz e personalizado. Por outro lado, foram identificados impactos negativos, como a insatisfação causada por falta de suporte e eficácia na resolução de problemas, além do aumento de reclamações relacionadas à transparência e ao relacionamento com a Previ.
O associadocentrismo é um valor fundamental da Previ, posicionando o participante como o centro de toda a estratégia organizacional. Este compromisso está formalizado no Plano Estratégico e Tático para o período de 2025 a 2029, que estabelece o aprimoramento da jornada do associado como um objetivo central. Para alcançá-lo, a entidade foca em simplificar processos, ampliar a satisfação e o engajamento por meio de uma cultura de longo prazo, além de melhorar a experiência digital em todos os planos de benefícios. Complementarmente, a Política e Diretrizes de Comunicação Institucional orienta a interação da Previ com seus públicos em todos os canais, garantindo que a comunicação seja um instrumento de transparência e fortalecimento da imagem institucional.
Para mitigar impactos negativos e fortalecer a transparência, a Previ implementou em 2025 a seção Transparência em seus canais oficiais, centralizando documentos como a Carta do Gestor, que detalha a rentabilidade mensal e as expectativas de investimento. A organização também modernizou o diálogo com os associados através do Papo Previ, reformulado como um mesacast mensal para aprofundar temas econômicos e de desempenho, e do novo Painel de Desempenho, que oferece uma análise prática e direta dos resultados. No horizonte de 2026, a estratégia prevê a personalização do relacionamento por meio da expansão do uso de Inteligência Artificial e da ampliação das funcionalidades do Previx, o chatbot da entidade, visando manter o Net Promoter Score (NPS) na zona de qualidade.
A Previ gerencia os impactos reais por meio de um monitoramento contínuo da qualidade dos atendimentos nos canais 0800, Fale Conosco e Assessoria Previdenciária. Falhas identificadas em amostras de atendimento resultam em feedbacks imediatos, treinamentos e atualizações no banco de respostas padrão. Em 2025, foi formalizado o processo de acompanhamento da insatisfação, garantindo que todo atendimento com percepção negativa receba tratamento e encaminhamento formal pelas áreas competentes. Além disso, a experiência dos associados é avaliada sistematicamente após a contratação de Empréstimo Simples, Financiamento Imobiliário e na autoadesão ao Previ Família, utilizando os insights coletados para evoluir os fluxos transacionais.
A eficácia das medidas é rastreada pelo Plano Estratégico e Tático, que desdobra direcionadores em resultados-chave (KRs) e indicadores de desempenho. Entre os principais indicadores acompanhados estão o Índice de Satisfação Geral, o NPS Previ e índices específicos por canal e produto. Os aprendizados obtidos nas pesquisas de satisfação revelaram desafios como a percepção de um relacionamento distante e pouco proativo, o que levou a Previ a fortalecer sua presença nas redes sociais com uma linguagem mais simples e acolhedora. Presencialmente, a equipe do Previ Presente atua em eventos para informar e preparar os participantes para tomadas de decisão conscientes, garantindo que o feedback dos associados seja incorporado periodicamente nos procedimentos operacionais e na cultura de atendimento da organização.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Aumento da satisfação dos associados impulsionado por processos de atendimento estruturados e focados em suas necessidades;
Insatisfação dos associados devido à falta de suporte e à ineficácia na solução de problemas, resultante de canais de atendimento que não são adaptados às necessidades de cada perfil e à maturidade digital dos associados. A Previ tem ações e controles para melhorar a experiência e relacionamento com os associados, mas ainda há bastante espaço de evolução para reduzir casos de reclamações vindas dos associados em relação a comunicação e transparência. São impactos que vêm sendo tratados por meio de modernização das ferramentas de atendimento e busca por comunicação mais simplificada e direcionada.Riscos financeiros Aumento de processos e sanções relacionadas à falta de transparência sobre os produtos e operações; portabilidade de associados para outras entidades de previdência complementar; pouca transparência na divulgação dos produtos oferecidos; imagem da Entidade associada à falta de transparência com seus públicos de relacionamento. Efeitos financeiros Custos adicionais relacionados às tratativas legais; perdas financeiras ligadas à redução do número de associados; perda de confiança dos associados; multas regulatórias e custos de conformidade e de remediação; perda de receita devido à menor demanda pelos serviços do fundo de pensão; aumento de custos relacionados à recuperação reputacional. São impactos potenciais, com probabilidade parcial de ocorrência e magnitude moderada, cujos riscos vêm sendo mitigados por uma série de ações estratégicas ligadas ao aprimoramento da jornada do associado com a Previ. Oportunidades financeiras Melhorar a visibilidade sobre a alocação dos investimentos ligados às reservas previdenciárias dos associados; maior digitalização dos canais de comunicação e aprimoramento da linguagem utilizada, trazendo informações mais simplificadas e customizadas. -
Valor econômico direto gerado e distribuídoGRI 201-1
Valor econômico direto gerado (em R$ mil) - GRI 201-1 2024 2025 9.557.642 47.751.838 Valor econômico distribuído (em R$ mil) - GRI 201-1 2024 2025 Custos operacionais 5.755.320 8.977.836 Salários e benefícios de empregados 292.230 297.083 Pagamentos a provedores de capital 0 0 Pagamentos ao governo 76.105 91.192 Investimentos na comunidade 18.574.784 19.714.667 Total 24.698.439 29.080.778 Valor econômico retido (em R$ mil) - GRI 201-1 “Valor econômico direto gerado” menos “Valor econômico distribuído" 2024 2025 -15.140.797 18.671.060 -
Descrição da abordagem para informar os clientes sobre produtos e serviçosSASB FN-AC-270a.3
A Previ adota uma comunicação pautada pela ética, transparência e responsabilidade, conforme estabelecido em sua Política e Diretrizes de Comunicação e em seu Código de Ética. O processo de comunicação é de responsabilidade do núcleo de comunicação e marketing da Gerência de Governança, Estratégia e Sustentabilidade, que disciplina as práticas de construção da imagem institucional e defesa da reputação. A comunicação com os associados tem o objetivo central de prestar contas e informar sobre a gestão dos planos de forma clara e tempestiva, utilizando métodos diversificados como notícias no site, e-mail marketing segmentado, o canal no YouTube (com o Mesacast Papo Previ) e redes sociais como LinkedIn, Instagram e Facebook. A frequência dessas comunicações varia conforme a estratégia e os normativos vigentes, observando rigorosamente procedimentos como os da Resolução CNPC nº 32/2019 para a divulgação de desempenho e o Relatório Anual.
Toda a interação da Previ com seus associados é pautada por princípios de qualidade, proatividade e sinergia, garantindo que as informações sobre riscos de produtos e adequação às necessidades dos clientes sejam transmitidas sem dar margem a dúvidas quanto à administração dos interesses da entidade. O estilo de comunicação busca ser simples e acessível, transformando isenções de responsabilidade legais em linguagem clara para que os participantes tomem decisões informadas. Nas redes sociais, a estratégia prioriza um tom empático e próximo, enquanto o LinkedIn foca em temas de mercado e negócios. Para garantir a conformidade, a Previ implementa controles internos e revisões detalhadas de todos os conteúdos antes da divulgação, assegurando o alinhamento com os objetivos estratégicos e normativos setoriais.
No que tange à estrutura de incentivos, a Previ assegura a justiça no aconselhamento ao desvincular a remuneração de seus funcionários de metas de vendas. A remuneração variável do corpo técnico está estritamente ligada ao cumprimento do acordo de trabalho semestral, ao Plano Estratégico e ao resultado global dos planos de benefícios, sendo paga aos funcionários cedidos como Participação nos Lucros e Resultados (PLR) conforme a política do patrocinador. Em 2025, a remuneração variável correspondeu a 18% do custo total de pessoal e encargos, sem qualquer ligação com bônus ou comissões por venda de produtos específicos. Esse modelo de remuneração reforça o compromisso da organização com a transparência e elimina potenciais conflitos de interesse, garantindo que o aconselhamento oferecido seja isento e focado no bem-estar financeiro e previdenciário de seus associados.
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Mudanças climáticas
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
O tema material Mudanças Climáticas possui impactos reais positivos, como a contribuição para a descarbonização do setor por meio do engajamento da Previ como investidora institucional responsável, refletido na atuação de conselheiros eleitos em empresas participadas. Por outro lado, os impactos negativos incluem o acúmulo de gases de efeito estufa (GEE) devido a emissões fora do controle operacional (escopo 3, relacionadas a fornecedores, parceiros comerciais, associados e carteira de investimentos) e emissões operacionais da entidade (escopos 1 e 2, relacionadas a escritórios).
A Previ gerencia o tema das mudanças climáticas por meio de diretrizes claras estabelecidas em sua Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI, que preveem o monitoramento e a análise dos impactos climáticos tanto em suas operações quanto em seu portfólio de investimentos. O compromisso institucional é reforçado pelo Plano Diretor de Sustentabilidade, aprovado em 2025, que define metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nos escopos 1, 2 e 3. Adicionalmente, o Plano Estratégico e Tático para o ciclo 2025 a 2029 prioriza o engajamento das empresas investidas para a redução de emissões, consolidando a atuação da Previ como signatária de iniciativas globais como o Pacto Global da ONU, o Carbon Disclosure Project (CDP) e os Principles for Responsible Investment (PRI).
Para prevenir e mitigar impactos negativos, a entidade desenvolveu uma metodologia própria para aferir a criticidade dos riscos climáticos no portfólio de renda variável, avaliando as companhias individualmente. O questionário ASGI é utilizado para analisar as emissões de GEE quando o tema é material para a empresa avaliada, servindo de base para a construção de planos de ação. Esses planos buscam assegurar que as empresas estabeleçam estratégias de descarbonização e cumpram metas de redução de emissões. Em casos de impactos negativos reais, a Previ adota medidas de cooperação por meio de contato direto com as administrações das empresas e com os conselheiros indicados pela entidade, garantindo uma atuação proativa na defesa da sustentabilidade dos ativos.
Os impactos positivos e as oportunidades ligadas ao clima são identificados sob temas-chave como pegada de carbono nos produtos, tecnologias limpas e energia de matriz renovável. Quando identificados, esses impactos positivos tornam-se benchmarks para o engajamento de outras empresas do portfólio, incentivando a captura de oportunidades que se refletem na valorização das ações. A eficácia dessas medidas é rastreada pelo acompanhamento rigoroso dos planos de engajamento e pelo relacionamento com conselheiros. A evolução das práticas das companhias é medida anualmente, permitindo avaliar a eficácia das estratégias de descarbonização e a robustez dos processos de gerenciamento de riscos das empresas investidas.
Os aprendizados gerados por essas avaliações retroalimentam as políticas e o código de sustentabilidade da Previ, sendo incorporados periodicamente aos procedimentos operacionais da área de participações mobiliárias. O desenvolvimento das metodologias de análise contou com a colaboração de diferentes gerências internas e considerou benchmarks de mercado para garantir que as análises representem fielmente a exposição climática da entidade. A Previ também considera as necessidades de públicos de relacionamento externos e iniciativas de mercado, utilizando o feedback recebido em engajamentos coletivos para tornar suas análises mais assertivas e eficazes na mitigação de riscos e na captura de oportunidades relacionadas à transição para uma economia de baixo carbono.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Acúmulo de GEE na atmosfera devido às emissões fora do controle operacional da Entidade (escopo 3 – consumo de energia nos fornecedores, parceiros comerciais, associados e carteira de investimento). O impacto é abrangente e de intensidade média. Acontece no momento porque é inerente à atividade da Previ, principalmente no que diz respeito às emissões das empresas investidas. Riscos financeiros Estabelecimento de um mercado de carbono regulado; incrementos nas premissas legais e regulatórias sobre mudanças climáticas, podendo aumentar os custos operacionais para empresas que geram altas emissões de GEE, com consequente desvalorização de ativos; potenciais danos de reputação ligados a investimentos em setores de maior impacto climático, como o de combustíveis fósseis. Efeitos financeiros Custos adicionais devido à internalização do preço de carbono nas operações; perda da confiança dos associados, resultando em possíveis perdas de receita e impacto negativo na imagem; necessidade de empresas do portfólio terem que se adequar a novas premissas e regulações sobre o tema, gerando potencial desvalorização de ativos. A Previ vem monitorando o impacto potencial das mudanças climáticas no portfólio e desenvolvendo estratégias para mitigação, pois são riscos mapeados como prováveis de se materializarem e de magnitude moderada. Oportunidades financeiras O tema foi bastante citado em sinergia com o de investimento responsável. Os pontos que se destacam são: a falta de padronização de reporte de dados pelas empresas; a demanda por capacitação específica para análise desses dados; a crescente necessidade de preparação e orientação para conselheiros sobre o tema; e o desafio de gerenciar o progresso (ou não) das empresas investidas após a análise da ferramenta de rating da Previ. -
Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticasGRI 201-2
A Previ monitora ativamente os riscos e as oportunidades decorrentes das mudanças climáticas, concentrando sua análise principalmente nas empresas que compõem seu portfólio de investimentos em renda variável. A organização classifica esses fatores em riscos físicos (agudos e crônicos) e riscos de transição (reputacional, de mercado, tecnológico, regulatório e legal), seguindo as diretrizes do Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (TCFD).
A materialização desses riscos pode resultar na desvalorização das ações das companhias investidas, impactando os resultados dos Planos de Benefícios. Por outro lado, a Previ identifica oportunidades de valorização para empresas que capturem eficientemente a transição para uma economia de baixo carbono. Para gerenciar essa exposição, a entidade utiliza uma metodologia própria que afere a criticidade climática do portfólio semestralmente, considerando o volume de investimentos e a gestão das companhias sobre o tema.
A partir dessa aferição, são elaborados Planos de Ação que priorizam o engajamento assertivo com as empresas investidas. O andamento dessas ações é monitorado trimestralmente por meio de Indicadores-Chave de Risco (KRIs). Atualmente, a Previ realiza uma avaliação qualitativa do nível de criticidade (baixo, moderado, alto ou extremo). Os custos envolvidos nessas medidas de gestão referem-se principalmente a horas trabalhadas do corpo funcional, contratação de provedores de informação e treinamentos específicos.
Embora a mensuração financeira exata dos impactos climáticos ainda não seja realizada, a Previ possui estudos em andamento para viabilizar o cálculo dessas implicações, buscando alinhar-se às legislações emergentes e às melhores práticas de mercado para o setor de previdência complementar.
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Consumo de energia dentro da organizaçãoGRI 302-1
Em 2025 o consumo total de energia dentro da Previ foi de 2.776,61 GJ, já em 2024 foi de 3.251,81 GJ, proveniente exclusivamente de eletricidade adquirida para consumo. Não houve consumo de combustíveis não renováveis ou renováveis, nem vendas de excedentes de eletricidade, aquecimento, resfriamento ou vapor autogerado.
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Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1)GRI 305-1
1 Os gases incluídos no cálculo do escopo 1 são: CO2 e HFCs.Emissões diretas de gases de efeito estufa (t CO2 equivalente)1, 2,3, 4 GRI 305-1, 305-2, 305-3, TCFD 4.b 2023 2024 Escopo 1 52,8 7,9 Escopo 2 36,7 48,9 Escopo 3 2.141.449,9 1.888.836,7 Total de emissões 2.141.569,6 1.888.893,5
2 Os gases incluídos no cálculo do escopo 2 e 3 são: CO2, CH4 e N2O.
3 É utilizada a ferramenta do GHG Protocol, especificamente para cálculo de emissões de transporte, e para o consumo de energia o fator de emissão do Sistema Interligado Nacional (SIN).
4 Os dados de 2025 ainda não foram finalizados. Após a finalização, poderão ser acessados no link: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/estatistica/estatistica-participantes/4160. -
Emissões indiretas de gases de efeito estufa provenientes da aquisição de energia (escopo 2)GRI 305-2
1 Os gases incluídos no cálculo do escopo 1 são: CO2 e HFCs.Emissões diretas de gases de efeito estufa (t CO2 equivalente)1, 2,3, 4 GRI 305-1, 305-2, 305-3, TCFD 4.b 2023 2024 Escopo 1 52,8 7,9 Escopo 2 36,7 48,9 Escopo 3 2.141.449,9 1.888.836,7 Total de emissões 2.141.569,6 1.888.893,5
2 Os gases incluídos no cálculo do escopo 2 e 3 são: CO2, CH4 e N2O.
3 É utilizada a ferramenta do GHG Protocol, especificamente para cálculo de emissões de transporte, e para o consumo de energia o fator de emissão do Sistema Interligado Nacional (SIN).
4 Os dados de 2025 ainda não foram finalizados. Após a finalização, poderão ser acessados no link: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/estatistica/estatistica-participantes/4160. -
Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 3)GRI 305-3
1 Os gases incluídos no cálculo do escopo 1 são: CO2 e HFCs.Emissões diretas de gases de efeito estufa (t CO2 equivalente)1, 2,3, 4 GRI 305-1, 305-2, 305-3, TCFD 4.b 2023 2024 Escopo 1 52,8 7,9 Escopo 2 36,7 48,9 Escopo 3 2.141.449,9 1.888.836,7 Total de emissões 2.141.569,6 1.888.893,5
2 Os gases incluídos no cálculo do escopo 2 e 3 são: CO2, CH4 e N2O.
3 É utilizada a ferramenta do GHG Protocol, especificamente para cálculo de emissões de transporte, e para o consumo de energia o fator de emissão do Sistema Interligado Nacional (SIN).
4 Os dados de 2025 ainda não foram finalizados. Após a finalização, poderão ser acessados no link: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/estatistica/estatistica-participantes/4160. -
Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)GRI 305-5
¹ É utilizada a ferramenta do GHG Protocol, especificamente para cálculo de emissões de transporte, e, para o consumo de energia, o fator de emissão do Sistema Interligado Nacional (SIN).Reduções de emissões de GEE (t CO2 equivalente)1, 2 ,GRI 305-5 2023 2024 Escopo 1 30,0 44,9 Escopo 2 -3,7 -12,2 Escopo 3 41.015,4 252.613,2
² Os dados de 2025 ainda não foram finalizados. Após a finalização, poderão ser acessados no link: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/estatistica/estatistica-participantes/4160. -
Descrição da abordagem para a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) em processos e estratégias de investimento e/ou gestão de patrimônioSASB FN-AC-410a.2
A Previ integra os fatores de sustentabilidade em 100% de seus processos de investimento por meio da abordagem ASGI, que adiciona a Integridade como quarta dimensão essencial para mitigar riscos éticos e reputacionais. Essa estratégia é operacionalizada pela aplicação da dupla materialidade, garantindo que as decisões de investimento considerem tanto os riscos financeiros para os ativos quanto os impactos socioambientais das operações no mundo real.
A espinha dorsal dessa integração é o Rating ASGI proprietário, que mensura a prontidão das empresas para oportunidades sustentáveis e avalia lacunas em suas práticas. Para investimentos em Crédito Privado, a Previ utiliza um modelo de precificação que aplica bonificações ou penalizações no spread de remuneração exigido (variando entre -25 bps a +50 bps), dependendo da qualidade do rating do emissor. Empresas que recebem a nota mínima “F” sofrem vedações imediatas para novas aquisições e são priorizadas em estratégias de desinvestimento responsável.
A gestão da carteira é acompanhada por Indicadores-Chave de Risco (KRIs) Climáticos, que monitoram as emissões de gases de efeito estufa e a trajetória de temperatura implícita das empresas investidas. Além disso, a Previ realiza testes de estresse e análises de cenários climáticos para garantir que o portfólio seja resiliente a diferentes trajetórias de aquecimento global.
Na seleção de gestores fiduciários externos, a Previ realiza uma due diligence rigorosa, avaliando a transparência, a adesão a códigos de conduta e se o tema ASGI está genuinamente integrado ao modelo de negócios da gestora. A entidade promove a propriedade ativa, utilizando o engajamento individual ou coletivo para influenciar o portfólio rumo à transição energética e à diversidade de gênero e raça nas lideranças, reforçando seu papel como investidor institucional responsável e de longo prazo.
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Recomendação A – Descreva como o Conselho supervisiona os riscos e oportunidades relacionados ao climaTCFD 1
A governança climática na Previ é exercida por meio da supervisão ativa de seus órgãos colegiados superiores, garantindo que as mudanças climáticas sejam tratadas como um fator material para a sustentabilidade dos planos de benefícios. O Conselho Deliberativo, a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e o Comitê de Auditoria são informados semestralmente sobre o resultado da Matriz de Riscos Corporativos, que integra a criticidade dos riscos climáticos aferida pela área técnica. Adicionalmente, o andamento dos planos de ação para mitigação desses riscos é reportado trimestralmente, permitindo um acompanhamento tempestivo da resiliência do portfólio.
A atuação estratégica dos Conselhos reflete-se na aprovação do Plano Estratégico e Tático para o ciclo 2025-2029, que estabelece o direcionador “Melhorar a estratégia de investimentos ASGI” como peça-chave para a gestão sustentável. Sob esta diretriz, o Conselho supervisiona indicadores específicos que mensuram a adequação climática da carteira e iniciativas de engajamento ativo junto às empresas investidas, visando o endereçamento de lacunas em emissões de gases de efeito estufa.
Essa supervisão estende-se à aprovação das Políticas de Investimentos e da Política de Sustentabilidade, que fornecem o arcabouço normativo para a integração climática. No âmbito orçamentário, a governança assegura os recursos necessários para a contratação de provedores de dados especializados e para a manutenção de parcerias institucionais com organismos globais, como o CDP e o PRI. Através do monitoramento sistemático do Plano Diretor de Sustentabilidade e de indicadores de desempenho vinculados ao clima, a Previ garante que sua alta liderança possua os subsídios necessários para orientar a organização rumo a uma economia de baixo carbono, preservando o dever fiduciário junto aos seus associados.
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Recomendação B – Descreva o papel da administração na avaliação e gestão de riscos e oportunidades relacionados ao climaTCFD 1
A administração da Previ exerce a gestão ativa dos riscos e oportunidades climáticos através de uma estrutura organizacional que integra áreas técnicas e comitês multidisciplinares. A responsabilidade técnica primária reside na Gerência de Participações Mobiliárias (Gepar), vinculada à Diretoria de Participações, que realiza o diagnóstico e a gestão dos riscos climáticos em ativos de renda variável e infraestrutura. Esta estrutura é apoiada pela Gerência Executiva de Estratégia, Governança e Sustentabilidade, vinculada à Presidência, que coordena o alinhamento das ações de sustentabilidade e a consolidação de informações ASGI em toda a entidade.
O monitoramento administrativo é fortalecido por dois órgãos colegiados subordinados à Diretoria Executiva:
- Comitê de Gestão de Riscos e Controles Internos: Acompanha os Indicadores-Chave de Risco (KRIs) climáticos e supervisiona a execução dos planos de mitigação.
- Comitê de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI: Avalia e propõe diretrizes estratégicas para o desenvolvimento da pauta climática e socioambiental.
Os processos de informação garantem que a Diretoria Executiva possua dados qualificados para a tomada de decisão. Trimestralmente, a administração analisa o Relatório Gerencial de Riscos Corporativos, que detalha o avanço dos planos de ação climática. Semestralmente, a alta gestão recebe um panorama consolidado do desempenho da Previ frente aos desafios ASGI. Este fluxo contínuo de reporte e monitoramento assegura que as questões climáticas sejam gerenciadas com rigor técnico e integradas à governança diária da organização, reportando-se de forma sistemática à Diretoria Executiva e ao Conselho Deliberativo.
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Recomendação A – Descreva os riscos e oportunidades relacionados ao clima que a organização identificou no curto, médio e longo prazosTCFD 2
A Previ identifica riscos e oportunidades relacionados ao clima integrando-os à sua visão de longo prazo como entidade de previdência. Os horizontes temporais adotados refletem a maturidade de seus produtos: o curto prazo (até 5 anos) alinha-se aos ciclos táticos; o médio prazo (5 a 15 anos) e o longo prazo (mais de 15 anos) acompanham a jornada de acumulação e pagamento de benefícios dos planos Plano 1 e Previ Futuro.
A determinação da materialidade dos riscos climáticos é realizada através da Matriz de Riscos Corporativos, que avalia a criticidade de eventos ASGI sob as perspectivas de portfólio e ativos individuais. Este processo é subsidiado por indicadores-chave de risco (KRIs) que permitem à organização priorizar respostas e planos de mitigação. No campo das oportunidades, a Previ foca em setores estratégicos para a transição econômica, como o de utilidade pública. A análise de investimentos em energia elétrica, por exemplo, prioriza empresas com estratégias robustas em matrizes renováveis (eólica e solar), visando capturar ganhos de eficiência e diversificação que impulsionam os resultados da entidade no longo prazo.
Embora a Previ já possua metodologias formalizadas para a identificação qualitativa, a organização trabalha na evolução de seus processos para mensurar os impactos financeiros específicos decorrentes de riscos físicos (como danos a ativos por eventos climáticos extremos) e riscos de transição (como mudanças regulatórias ou tecnológicas). O monitoramento de megatendências e as consultas a públicos de relacionamento durante o ciclo de planejamento estratégico garantem que a estratégia de investimento da Previ permaneça resiliente, buscando o equilíbrio entre o retorno financeiro e a realidade climática global.
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Recomendação B – Descreva o impacto dos riscos e oportunidades relacionados ao clima sobre os negócios, a estratégia e o planejamento financeiro da organizaçãoTCFD 2
A Previ avalia a resiliência de sua estratégia considerando que os impactos climáticos são fatores determinantes para a sustentabilidade de seus investimentos no longo prazo. Embora a entidade não utilize cenários climáticos isolados e exclusivos para determinar sua estratégia global, ela integra variáveis ambientais e climáticas em seus estudos de megatendências e cenários macroeconômicos. Esses estudos fundamentam o processo de planejamento estratégico para os ciclos 2024 a 2028 e 2025 a 2029, permitindo que a organização identifique ameaças e oportunidades em trajetórias de transição energética e mudanças nos padrões físicos do clima.
A resiliência é operacionalizada pelo direcionador estratégico focado na melhoria da estratégia de investimentos ASGI. Esse mecanismo permite que a Previ monitore a adequação de sua carteira por meio de indicadores que mensuram a exposição a riscos climáticos. A organização mantém a meta de preservar a criticidade desses riscos em nível baixo, entre 4 e 12 pontos na escala da Matriz de Riscos Corporativos. Essa abordagem garante que, mesmo diante de cenários de maior pressão regulatória ou física, o portfólio possua mecanismos de mitigação ativos, como o engajamento com empresas investidas para o endereçamento de lacunas em emissões de gases de efeito estufa.
Adicionalmente, a resiliência da Previ é sustentada pelo seu Plano Diretor de Sustentabilidade. Este plano desdobra as diretrizes da Política de Sustentabilidade em ações práticas, como a compensação de emissões e a busca por ativos com melhores ratings socioambientais. Ao incentivar que as empresas de sua carteira adotem estratégias de descarbonização, a Previ não apenas protege o valor de seus ativos de Escopo 3 contra a volatilidade climática, mas também fortalece sua posição financeira para cumprir o compromisso fundamental de pagar benefícios previdenciários aos seus associados em qualquer cenário futuro.
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Recomendação C – Descreva a resiliência da estratégia da organização, considerando diferentes cenários relacionados ao clima, incluindo um cenário de 2°C ou menosTCFD 2
A Previ fundamenta a resiliência de sua estratégia na integração de critérios climáticos rigorosos em seus processos de investimento, especialmente em renda variável. A organização utiliza uma metodologia de aferição de riscos que avalia o alinhamento das empresas investidas com as metas de aumento de temperatura estabelecidas no Acordo de Paris. Essa análise permite identificar a vulnerabilidade do portfólio diante de uma transição para uma economia de baixo carbono (cenário de 2°C ou menos) e diante do aumento de riscos físicos, como eventos climáticos extremos que podem impactar ativos imobiliários e operações industriais.
Embora a Previ ainda não utilize cenários climáticos exclusivos em seu planejamento estratégico, a resiliência é fortalecida por meio de engajamentos diretos e coletivos com as companhias da carteira. O objetivo é estimular que as empresas adotem metas de mitigação e capturem oportunidades ligadas à nova economia, reduzindo a exposição da Previ a riscos de imagem e a potenciais mudanças regulatórias mais restritivas. A organização reconhece que sua estratégia pode ser afetada pela volatilidade na valorização dos ativos, o que impactaria a capacidade de rentabilizar a carteira necessária para honrar o pagamento de benefícios previdenciários.
Para lidar com esses riscos, a Previ utiliza a Matriz de Riscos Corporativos como ferramenta central de monitoramento, mantendo planos de ação focados na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do portfólio. As análises de aspectos ASGI desenvolvidas internamente subsidiam as decisões de alocação de recursos, permitindo ajustes dinâmicos na estratégia para construir uma carteira mais resiliente e alinhada às metas climáticas globais. Dessa forma, a Previ busca equilibrar seu dever fiduciário com a necessidade de adaptação às transformações estruturais impostas pelas mudanças climáticas.
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Recomendação A – Descreva os processos da organização utilizados para identificar e avaliar os riscos relacionados ao climaTCFD 3
A Previ utiliza um processo estruturado e integrado para identificar e avaliar os riscos relacionados ao clima, fundamentado na metodologia de Matriz de Riscos Corporativos. Essa estrutura baseia-se no framework internacional COSO (2012), especificamente no pilar de Risk Assessment (Avaliação de Riscos). A identificação ocorre semestralmente e abrange todas as empresas de capital aberto que compõem o Índice Ibovespa, além de companhias de infraestrutura onde a entidade possui investimentos.
A avaliação da significância relativa dos riscos climáticos é determinada pela sua criticidade, e não pela sua natureza. Isso significa que os riscos relacionados ao clima são hierarquizados e comparados aos demais riscos corporativos (financeiros, operacionais, etc.) utilizando os mesmos critérios de impacto e probabilidade. O processo formalizado, denominado “Gerir Riscos ASGI e Climáticos”, utiliza a metodologia interna de cálculo dos KRIs (Key Risk Indicators) ASGI e climáticos para determinar o nível de exposição de cada plano de benefícios.
Em termos de conformidade regulatória, a Previ monitora requisitos existentes e emergentes, com destaque para a Resolução CMN 5202 e a Resolução Previc 26, publicadas em 2025. Estas normas exigem transparência sobre os impactos ambientais e sociais das carteiras de investimento. A organização também está em processo de adequação aos pronunciamentos CBPS 1 e 2, que tratam da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.
O escopo potencial dos riscos identificados é mensurado pela correlação entre a probabilidade de ocorrência e o impacto financeiro ou reputacional para os planos de benefícios. Dependendo do nível de criticidade apurado, a administração elabora planos de ação específicos, que são executados principalmente por meio de engajamento ativo com as empresas investidas. Todos os resultados, indicadores e planos de mitigação são registrados e monitorados centralmente na Matriz de Riscos Corporativos, garantindo uma visão holística e integrada da resiliência climática da Previ.
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Recomendação B – Descreva os processos utilizados pela organização para gerenciar os riscos relacionados ao climaTCFD 3
A Previ gerencia os riscos relacionados ao clima de forma integrada à sua estrutura de governança corporativa, utilizando a criticidade apurada na Matriz de Riscos como o principal critério para a tomada de decisão. O processo de gerenciamento segue um fluxo normatizado onde a resposta ao risco é determinada pelo seu posicionamento nos níveis de tolerância da organização.
As decisões sobre como tratar os riscos climáticos seguem os seguintes critérios técnicos:
- Aceitar/Reter: Aplicado a riscos de criticidade baixa, o que implica no monitoramento contínuo dos indicadores para assegurar que permaneçam dentro dos limites aceitáveis.
- Modificar/Mitigar: Aplicado a riscos com níveis de criticidade moderado, alto ou extremo. Nesses casos, a Previ desenvolve obrigatoriamente planos de ação voltados para a redução da probabilidade de ocorrência ou do nível de impacto financeiro e reputacional.
Para o portfólio de investimentos em renda variável, onde os riscos climáticos são majoritariamente indiretos, a Previ prioriza suas ações por meio de engajamentos individuais ou coletivos com as companhias investidas. A determinação da materialidade é realizada através de um mapeamento setorial que avalia a exposição a riscos físicos (danos a ativos) e riscos de transição (mudanças regulatórias e tecnológicas). O resultado desse processo é um mapa de calor setorial que evidencia quais ativos e setores demandam intervenção prioritária.
Dessa forma, a gestão de riscos climáticos na Previ não se limita ao acompanhamento passivo, mas envolve a construção e o cumprimento de planos de ação específicos, registrados e monitorados pela área de Controles Internos (Conin). Essa abordagem garante que a materialidade climática seja traduzida em estratégias de mitigação direta junto às empresas que compõem a cadeia de valor da entidade, preservando o valor dos ativos e a sustentabilidade dos planos de benefícios.
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Recomendação C – Descreva como os processos utilizados pela organização para identificar, avaliar e gerenciar os riscos relacionados ao clima são integrados à gestão geral de riscos da organizaçãoTCFD 3
A integração dos processos de identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos relacionados ao clima na Previ ocorre por meio da sua inserção direta na Gestão dos Riscos Corporativos. Os riscos climáticos não são tratados de forma isolada, mas como elementos integrantes da Matriz de Riscos da entidade.
As avaliações são realizadas semestralmente pela Gerência de Participações Mobiliárias, com foco específico nas empresas investidas de capital aberto e em ativos de infraestrutura. O processo de análise técnica é conduzido pelo gestor da área, que utiliza uma metodologia desenvolvida internamente
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Recomendação A – Divulgue as métricas utilizadas pela organização para avaliar os riscos e oportunidades relacionados ao clima de acordo com sua estratégia e seu processo de gestão de riscosTCFD 4
A Previ utiliza métricas específicas para gerenciar os riscos climáticos físicos e de transição no âmbito de seus investimentos em renda variável. A principal métrica adotada é o nível de criticidade, que é classificado como baixo, moderado, alto ou extremo. O cálculo dessa criticidade baseia-se na exposição das companhias investidas aos riscos climáticos, considerando dados de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e informações provenientes do CDP. A metodologia para o cálculo desses indicadores de risco (KRIs) está integrada à Matriz de Riscos da entidade.
Embora não exista uma conexão direta entre questões climáticas e políticas de remuneração, o desempenho em temas ASGI, incluindo o clima, influencia a remuneração variável. Um dos indicadores estratégicos da Previ mensura a evolução do portfólio em relação a esses temas e compõe o conjunto de indicadores que acionam a remuneração variável da Diretoria Executiva. A partir de 2025, o alcance das metas do Plano Estratégico e Tático, incluindo os indicadores de evolução do portfólio ASGI, passou a influenciar o acordo de trabalho de todos os funcionários, podendo impactar o pagamento de sua remuneração variável.
No que se refere ao preço interno de carbono, a organização ainda não adota esse mecanismo. Contudo, a Previ realizou a compensação de suas emissões de escopo 1 e 2 relativas ao ano de 2024. No exercício de 2025, foram compensadas 150 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), totalizando um investimento de R$ 2.181,00 para a mitigação do impacto ambiental de suas operações administrativas.
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Recomendação B – Divulgue as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Escopo 1, Escopo 2 e, se apropriado, do Escopo 3, e os riscos relacionadosTCFD 4
A Previ realiza o cálculo de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) nos Escopos 1, 2 e 3 seguindo rigorosamente a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol. A organização utiliza o total de emissões como o principal direcionador para suas ações de redução de gases no portfólio, não adotando, até o momento, taxas específicas de eficiência ou métricas de intensidade de emissões.
As emissões de Escopo 1, que compreendem as emissões diretas da entidade, estão associadas a riscos regulamentares e financeiros, como a possibilidade de multas e sanções por descumprimento de limites legais. Adicionalmente, são monitorados os riscos ambientais e os reflexos negativos na reputação e imagem institucional decorrentes dessas emissões.
No que tange ao Escopo 2, referente à eletricidade adquirida e consumida pela organização, os riscos identificados incluem aspectos regulamentares e financeiros, especialmente devido à elevação dos custos de energia elétrica. Também são considerados os riscos de fornecimento, relacionados à disponibilidade da rede, e os impactos ambientais da geração consumida.
Para o Escopo 3, que engloba as emissões na cadeia de valor, a Previ identifica riscos reputacionais pela eventual ausência de transparência na divulgação de dados. Existem também riscos financeiros atrelados aos custos adicionais de investimentos em tecnologias necessárias para monitorar e reduzir tais emissões, além das preocupações ambientais inerentes ao ciclo de vida das atividades relacionadas à entidade.
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Recomendação C – Descreva as metas usadas pela organização para gerenciar riscos e oportunidades relacionados ao clima e o desempenho em relação às metasTCFD 4
A Previ estabeleceu um conjunto de metas e métricas de médio e longo prazo para gerenciar os riscos e oportunidades climáticos, integrando-as à sua Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI. A primeira meta estratégica foca na melhoria contínua da nota média do rating ASGI ponderado do portfólio. Essa métrica absoluta é calculada com base no peso financeiro de cada ativo e na média das notas obtidas pelas empresas por meio do questionário ASGI. O objetivo é renovado anualmente para superar o desempenho do exercício anterior, garantindo que o portfólio esteja preparado para os compromissos de pagamento de benefícios de longo prazo e adaptado aos impactos socioambientais.
No que se refere às emissões de gases de efeito estufa (GEE), a organização definiu a meta de reduzir em 5% o volume de emissões em cada escopo até o ano de 2030, tendo 2025 como ano base. Esta meta de intensidade é fundamental para tangibilizar a diretriz institucional de monitorar e analisar os impactos das mudanças climáticas nas operações e investimentos. Para alcançar esse resultado, a Previ executa ações de engajamento com as empresas investidas visando a descarbonização do portfólio e adota fontes de energia renovável para a redução das emissões diretas e indiretas de energia de seus escopos 1 e 2.
A terceira meta central consiste em manter a criticidade do risco climático em nível baixo, o que corresponde a uma pontuação de até 12 na escala da Matriz de Riscos Corporativos. Essa apuração é realizada semestralmente de forma individualizada para cada Plano de Benefícios sob gestão, focando especialmente nos investimentos em renda variável. Caso a criticidade atinja os níveis moderado ou extremo, a governança da entidade exige o estabelecimento e o cumprimento integral de um plano de ação de engajamento focado especificamente em mudanças climáticas. Esse monitoramento contínuo é apoiado por metas táticas que mensuram o endereçamento de lacunas identificadas nos ratings das empresas e a eficácia das ações de mitigação climática.
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Ética, integridade e compliance
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Gestão dos temas materiaisGRI 3-3
Ética e integridade são pilares da governança corporativa e essenciais para a sustentabilidade da Previ. A Entidade dispõe de um Programa de Integridade, iniciado em 2014, que se baseia no Código de Ética, no Guia de Conduta e na Política de Integridade para orientar as condutas internas e externas, prevenindo e mitigando riscos de irregularidades. A Gerência de Gestão de Riscos e Compliance coordena o Programa, assegurando sua implementação em todos os níveis.
Para fazer a gestão do tema material Ética, Integridade e Compliance, a Previ mapeia impactos positivos potenciais e impactos negativos tanto reais quanto potenciais visando desenvolver ações de controle e mitigação.
Os impactos reais positivos incluem o aumento do uso de canais de denúncia, com processos de apuração seguros e eficientes. Por outro lado, os impactos reais negativos envolvem casos de corrupção em empresas investidas e conflitos decorrentes de comportamentos antiéticos com colaboradores ou parceiros da cadeia de valor.
Os impactos reais negativos são tratados por meio de um canal de denúncias gerenciado de forma independente pela empresa Contato Seguro.
Por sua vez, entre os impactos potenciais negativos mapeados e monitorados estão a possibilidade de ocorrência de casos de corrupção na cadeia de valor, fraudes financeiras na própria Entidade e em contratos com parceiros comerciais e fornecedores.
A Previ utiliza metas e indicadores específicos para avaliar suas ações na gestão do tema, como o monitoramento do volume de denúncias recebidas e seu resultado (procedentes ou improcedentes), processos suscetíveis a fraudes, para avaliar se estão dentro do apetite de risco estabelecido, e avaliações de fornecedores para assegurar a aplicação das diretrizes da Política de Integridade.
Para gerenciar esses impactos, a Previ monitora o Risco de Imagem e o Risco de Governança/Integridade, por meio da Matriz de Riscos Corporativos, avaliando questões como transparência e controles. A eficácia das medidas é avaliada pelo Programa de Integridade, que inclui auditorias internas e externas, além de indicadores como o percentual de funcionários que concluíram a Trilha Ética e aderiram às campanhas anuais relacionadas ao Código de Ética, Guia de Conduta e Política de Integridade.
Todas essas medidas são revisadas periodicamente para aperfeiçoamento. Os aprendizados obtidos envolvem melhorias nos controles adotados em processos, incluindo a revisão de procedimentos e instrumentos utilizados para devida diligência de integridade. Nesse trabalho de melhoria contínua, o feedback dos públicos de relacionamento é essencial para a revisão e o aprimoramento das práticas implementadas.
A Previ adota uma gestão de riscos pautada na avaliação da probabilidade e impacto de materialização de eventos operacionais e corporativos, consolidados em matrizes específicas. A análise abrange impactos diretos e indiretos, buscando proteger os interesses dos associados e a sustentabilidade dos planos da Previ.
Para prevenir impactos negativos potenciais, a Previ adota o Modelo Referencial de Linhas (MRL), que estrutura uma governança de defesa para a Entidade. A 1ª linha é representada pelas unidades organizacionais, responsáveis pela identificação e controle de riscos. A 2ª linha, composta pela Gerência Gestão de Riscos e Compliance, apoia e monitora a 1ª linha, disseminando a cultura em gestão de riscos e de conformidade. A 3ª linha, representada pela Auditoria Interna, avalia, de forma independente e objetiva, a eficácia da governança e do gerenciamento de riscos e controles. Procedimentos de devida diligência e de integridade também são aplicados para garantir que parceiros comerciais adotem práticas éticas.
Impactos socioambientais e aspectos financeiros do tema material
Impactos socioambientais Abertura no diálogo com diferentes públicos de relacionamento por meio da participação em associações e organizações setoriais;
Defesa de interesses coletivos e do bem-estar social por meio de ações proativas da Entidade, atuando em fóruns que discutem pautas ASGI e aprimoramentos regulatórios no setor de previdência complementar;
Os impactos positivos se destacaram, pois o atual momento se mostrou positivo para aprimoramentos regulatórios na previdência complementar e para o fortalecimento da atuação conjunta com associações setoriais e demais fundos de pensão. Além disso, a Previ atua ativamente na promoção e fortalecimento da agenda de sustentabilidade, tanto via iniciativas ligadas ao tema como por meio de sua participação nos conselhos das empresas investidas.Riscos financeiros Alterações no cenário regulatório e fiscal que prejudiquem o modelo de negócios, bem como modificações na legislação tributária; aumento de processos e sanções a fundos de pensão relacionados ao não alinhamento a disposições regulatórias. Efeitos financeiros Necessidade de adequação a novas exigências e aumento de custos relacionados;
Perda de receita devido à menor demanda pelos produtos associados aos fundos de pensão. Os riscos foram avaliados em média com uma probabilidade parcial de ocorrência e magnitude moderada.Oportunidades financeiras Atuação ativa dos conselheiros nas empresas participadas impulsionando a agenda de sustentabilidade; avançar e retomar o protagonismo das Previ nas entidades setoriais como o PRI; aperfeiçoamento do arcabouço regulatório da previdência complementar. -
Operações avaliadas quanto a riscos relacionados à corrupçãoGRI 205-1
A Previ realiza anualmente a avaliação de riscos operacionais associada a todos os seus processos internos, incluindo o mapeamento de riscos de fraude e corrupção. Essa análise é consolidada na Matriz de Riscos Operacionais, que calcula a criticidade dos eventos com base na probabilidade de ocorrência e na magnitude dos impactos financeiro, legal e de imagem. Riscos que excedem o apetite definido pela entidade são submetidos a planos de tratamento e mitigação específicos.
Em 2025, a organização submeteu 778 processos a essa avaliação. Foram identificados 6 riscos específicos relacionados à corrupção, abrangendo cenários como a realização de pagamentos indevidos para benefício próprio ou de terceiros. Além da matriz geral, a Previ aplica procedimentos de due diligence e avaliação de integridade nos processos de contratação de fornecedores e prestadores de serviços, garantindo a supervisão contínua e a correção tempestiva de vulnerabilidades.
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Comunicação e capacitação em políticas e procedimentos de combate à corrupçãoGRI 205-2
A Previ possui 12 membros no mais alto órgão de governança e todos (100%) foram comunicados e capacitados sobre políticas e procedimentos de combate à corrupção.
Empregados que foram comunicados e treinados em políticas e procedimentos anticorrupção, por região - GRI 205-2 Região 2024 2025 Comunicados Capacitados Comunicados Capacitados Brasília Número 5 3 7 7 % 100,00 60,00 100,00 100,00 Rio de Janeiro Número 509 469 519 484 % 97,70 90,02 100,00 93,26 Total Número 514 472 526 491 % 97,72 89,73 100,00 93,35 Empregados que foram comunicados e treinados em políticas e procedimentos anticorrupção, por categoria funcional - GRI 205-2 Categoria funcional 2024 2025 Comunicados Capacitados Comunicados Capacitados Diretoria Número 6 6 6 2 % 100,00 100,00 100,00 33,33 Gerência Número 18 18 18 17 % 100,00 100,00 100,00 94,44 Chefia/Coordenação Número 52 50 54 54 % 100,00 96,15 100,00 100,00 Técnica/Supervisão Número 4 1 4 4 % 100,00 25,00 100,00 100,00 Administrativo Número 336 323 346 341 % 96,55 92,82 100,00 98,55 Operacional Número 98 74 98 73 % 100,00 75,51 100,00 74,49 Total Número 514 472 526 491 % 97,72 89,73 100,00 93,35
¹ Os Fornecedores e Prestadores de Serviços da PREVI, mediante cláusula contratual, declaram ciência do inteiro teor do Código de Ética e da Política de Integridade, bem como comprometem-se a observá-los.Parceiros de negócios que foram comunicados e treinados em políticas e procedimentos anticorrupção, por região1, 2 - GRI - 205-2 Região 2024 2025 Comunicados Comunicados Norte Número 2 1 % 100,00 100,00 Nordeste Número 18 2 % 100,00 100,00 Centro-oeste Número 16 0 % 100,00 0 Sudeste Número 204 223 % 100,00 100,00 Sul Número 26 5 % 100,00 100,00 Total Número 266 231 % 100,00 100,00
² Não houve capacitação para parceiros de negócios. -
Casos confirmados de corrupção e medidas tomadasGRI 205-3
No período do relato, não ocorreram casos de corrupção envolvendo a Previ.
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Indicadores (GRI) de conteúdo geral
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Detalhes da organizaçãoGRI 2-1
A Previ, formalmente registrada como Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, é uma entidade fechada de previdência complementar sem fins lucrativos. Sua sede está localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, onde concentra suas atividades. Mais informações sobre as operações da entidade podem ser consultadas no endereço eletrônico oficial: www.previ.com.br.
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Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organizaçãoGRI 2-2
A Previ não possui subsidiárias, joint ventures ou afiliadas. Sendo uma entidade fechada de previdência complementar, sua atuação consiste em investir os recursos aportados por associados e patrocinador em diversos ativos, com o objetivo de gerar as reservas necessárias para o pagamento de benefícios.
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Período de relato, frequência e ponto de contatoGRI 2-3
A Previ publica este relatório anualmente, abrangendo o período de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025. O ciclo de divulgação das informações de sustentabilidade e ESG coincide com a periodicidade do relato financeiro da organização. Para obter informações adicionais sobre este relatório ou sobre a estratégia e gestão de sustentabilidade da organização, acesse: https://www.previ.com.br/portal-previ/fale-conosco/.
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Verificação externaGRI 2-5
Este relatório não passará por verificação externa, exceto para os dados contábeis-financeiros, sendo a auditoria Grant Thornton a responsável.
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Atividades, cadeia de valor e outras relações de negóciosGRI 2-6
O modelo de negócio da Previ integra operações, serviços, infraestrutura, gestão de pessoas, desenvolvimento tecnológico e processos de compras para gerar valor de longo prazo aos associados. Práticas exemplares de governança corporativa e uma visão de sustentabilidade social, econômica e ambiental orientam esses processos de geração de valor.
A principal atividade da Previ é a administração de planos de previdência, que atendem a aproximadamente 200 mil associados. A Entidade não tem fins lucrativos. As receitas provenientes de contribuições e investimentos – destinadas ao custeio das atividades administrativas da Entidade – são integralmente revertidas às reservas previdenciárias após a dedução das taxas de administração e de carregamento. Além do pagamento de benefícios, serviços de empréstimo e de financiamento imobiliário também são disponibilizados aos associados.
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EmpregadosGRI 2-7
¹ Os dados apresentados foram retirados da base SQL emitida pela GECAT. A metodologia utilizada foi a contagem direta, considerando todos os empregados registrados, incluindo aqueles em tempo integral e parcial, com base nos dados disponíveis ao término do período de relato.Informações dos empregados1, 2, 3 - GRI 2-7 Região e gênero Região 2023 2024 2025 Homem Mulher Total Homem Mulher Total Homem Mulher Total Rio de Janeiro 258 227 485 275 246 521 272 247 519 Brasília 3 4 7 2 3 5 3 4 7 Total 261 231 492 277 249 526 275 251 526 Tipo de emprego e gênero Tipo de emprego 2023 2024 2025 Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Jornada integral 252 207 459 267 217 484 267 223 490 Jornada parcial 6 30 36 10 32 42 8 28 36 Total 258 237 495 277 249 526 275 251 526 Contrato de trabalho e região Região 2023 2024 2025 Jornada integral Jornada parcial Total Jornada integral Jornada parcial Total Jornada integral Jornada parcial Total Rio de Janeiro 452 36 488 479 42 521 483 36 519 Brasília 7 0 7 5 0 5 7 0 7 Total 459 36 495 484 42 526 490 36 526
² Não possui em seu quadro empregados sem garantia de carga horária e temporários, sendo todos os empregados contratados em regime permanente.
³ Não foram observadas flutuações significativas no número de empregados. -
Trabalhadores que não são empregadosGRI 2-8
¹ A metodologia adotada para contabilizar o número de trabalhadores foi a contagem direta, incluindo todos os trabalhadores, tanto em tempo integral quanto parcial, que não são formalmente empregados pela empresa. O número total de trabalhadores é baseado nos dados ao término do período de relato. Não houve flutuações significativas no número de trabalhadores durante o período coberto pelo relatório.Trabalhadores por categoria funcional¹ - GRI 2-8 Categoria funcional 2023 2024 2025 Aprendizes 9 8 8 Estagiários 12 21 18 Terceiros² 64 53 49 Total 85 82 75
² Os serviços realizados por terceiros incluem: limpeza, mensageria, recepção, atendimentos em TI, vigilante, manutenção predial e atividade documental.
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Estrutura de governança e sua composiçãoGRI 2-9
A estrutura organizacional da Previ é composta pelos seguintes órgãos de governança:
- Conselho Deliberativo: Composto por seis membros titulares e seus respectivos suplentes, sendo três eleitos pelos participantes e assistidos, e três indicados pelo Banco do Brasil. É o mais alto órgão de governança da entidade, responsável por decisões estratégicas e pela aprovação de políticas institucionais.
- Diretoria Executiva: Composta por seis membros, sendo três indicados pelo Banco do Brasil e três eleitos pelos participantes e assistidos.
- Conselho Fiscal: Formado por quatro membros titulares e respectivos suplentes, dos quais dois são eleitos pelos participantes e assistidos, e dois indicados pelo Banco do Brasil.
- Conselhos Consultivos dos Planos de Benefícios: Criados em 2006, os conselhos dos planos Previ Futuro e Plano 1 são compostos por seis membros titulares e suplentes, com composição paritária entre representantes eleitos e indicados pelo Banco do Brasil.
- Comitês de Assessoramento Técnico: Sete comitês que assessoram o Conselho Deliberativo em temas específicos, tais como investimentos, seguridade, governança e ética, entre outros. Esses comitês têm caráter apenas consultivo.
- Comitê de Auditoria: Criado em 2018, é composto por três membros, sendo um independente, um indicado pelos representantes da patrocinadora e um indicado pelos representantes dos participantes e assistidos.
Os comitês responsáveis por supervisionar tópicos relacionados a impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas incluem:
- Comitê de Administração: Supervisiona impactos sociais e econômicos.
- Comitê de Governança e Ética: Supervisiona impactos ambientais e sociais.
- Comitê de Investimentos e Participações: Supervisiona impactos ambientais, sociais e econômicos.
¹ Pertence a grupo social sub-representado: sexo feminino.Conselho Deliberativo1, 2, 3 GRI 2-9 Representação Titulares (em 31/12/2025) Suplentes (em 31/12/2025) Indicados pelo patrocinador Banco do Brasil S.A. Marisa Reghini Ferreira Mattos1, 2 Júlio Cesar Vezzaro2 Francisco Augusto Lassalvia (Presidente)2 Daniel Almeida Bogado Leite2 Rosiane Barbosa Laviola1, 2 Sandro Jacobsen Grando2 Eleitos pelos associados Antonio Sérgio Riede2 Luciana Athaide Brandão Bagno1, 2 Nilton Brunelli de Azevedo2 Rene Nunes Dos Santos2 José Eduardo Rodrigues Marinho2 Fábio Santana Santos Lédo2
² Não exerce função executiva e/ou outros cargos na Previ, não é independente (relações institucionais com a organização) e cumpre mandato de quatro anos
³ Não é solicitada autodeclaração de raça ou deficiência dos conselheiros. Por esse motivo, só é possível identificar as mulheres como pertencentes a grupos sub-representados. -
Nomeação e seleção para o mais alto órgão de governançaGRI 2-10
A Previ possui um processo estruturado para a nomeação e seleção de conselheiros para o mais alto órgão de governança e seus comitês, com diretrizes baseadas na transparência e nos requisitos estabelecidos no Estatuto da Entidade. Para compor o Conselho Deliberativo, os candidatos devem ter comprovada experiência em áreas como finanças, administração, contabilidade, direito, fiscalização, atuária ou auditoria. Também é necessário ser participante ou assistido da Previ, ter ao menos 25 anos de idade e 10 anos de filiação a um dos Planos de Benefícios, além de não possuir condenações criminais ou penalidades administrativas.
A seleção considera o envolvimento com públicos de relacionamento, competências e experiência, seguindo os critérios legais e estatutários. O Conselho Deliberativo é composto por seis membros titulares e seis suplentes, divididos igualmente entre representantes indicados pelo Banco do Brasil e eleitos pelos participantes e assistidos. Os mandatos têm renovação alternada a cada dois anos: em anos pares não bissextos, um membro titular e um suplente representando os participantes e dois membros titulares e dois suplentes indicados pelo patrocinador são renovados. Nos anos pares bissextos, a renovação envolve dois membros titulares e dois suplentes de cada grupo.
O Conselho conta com Comitês de Assessoramento Técnico, que atuam como órgãos consultivos para análises específicas, sem poder decisório. A nomeação dos membros desses comitês é realizada pelo próprio Conselho, respeitando a paridade entre representantes eleitos e indicados.
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Presidente do mais alto órgão de governançaGRI 2-11
O presidente do Conselho Deliberativo da Previ não exerce função executiva, pois conforme o Estatuto da Previ, não pode exercer mandato no Conselho Deliberativo, nem no Conselho Fiscal, participantes que estejam em efetivo exercício na própria organização, em qualquer cargo ou função.
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Papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança na supervisão da gestão dos impactosGRI 2-12
O Conselho Deliberativo da Previ desempenha papel central no desenvolvimento e atualização das diretrizes relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Ele é responsável por aprovar o Plano Estratégico e Tático, que abrange o Propósito, Missão, Valores, Objetivos e Diretrizes Estratégicas da entidade. Este plano é elaborado de forma participativa, envolvendo conselheiros deliberativos e fiscais, diretores, gerentes executivos e outros níveis hierárquicos. O direcionamento ASGI (ambiental, social, governança e integridade) está integrado às estratégias da entidade, refletindo-se nos direcionadores macro e objetivos estratégicos, como a melhoria da estratégia de investimentos ASGI.
A Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI, norteadora das ações da Previ em sustentabilidade, é construída pelas gerências executivas e submetida à aprovação do Conselho Deliberativo após avaliação da Diretoria Executiva.
O Conselho supervisiona os processos de identificação e gestão de impactos econômicos, ambientais e sociais indiretamente, por meio da Diretoria Executiva, que implementa suas deliberações. Mensalmente, a Diretoria Executiva reporta ações ao Conselho, apresentando atas, documentos e relatórios. Este órgão, formado paritariamente por representantes dos associados e do patrocinador, mantém uma comunicação contínua com os públicos de relacionamento através dessa estrutura.
A análise da eficácia dos processos de gestão de impactos não é conduzida diretamente pelo Conselho Deliberativo, mas por meio do Comitê de Auditoria, que é diretamente vinculado a ele. Este comitê avalia e monitora a qualidade dos processos internos, propondo correções ou melhorias e mantendo o Conselho informado sobre suas ações. Relatórios detalhados são emitidos anualmente, complementados por interações regulares com o colegiado.
As reuniões ordinárias mensais do Conselho incluem reportes da Diretoria Executiva e apresentação de temas específicos pelas equipes técnicas, com indicadores gerenciais sobre gestão financeira, pessoas, relacionamento com públicos de relacionamento e engajamento social. Relatórios de acompanhamento são disponibilizados para análise integrada.
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Delegação de responsabilidade pela gestão de impactosGRI 2-13
Na Previ, a gestão dos impactos é delegada à Diretoria Executiva, responsável por propor e executar as diretrizes e políticas aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Este órgão de administração geral supervisiona as atividades das Diretorias de Planejamento, Participações e Investimentos, que se concentram nos impactos econômicos por meio da gestão das Políticas de Investimento dos planos. A Diretoria de Administração é responsável pela gestão de recursos humanos e a Diretoria de Seguridade gerencia o relacionamento com os associados. O impacto ambiental é tratado de forma transversal pelas Diretorias, com a Presidência assumindo a gestão institucional do tema.
As responsabilidades pela gestão dos impactos incluem desenvolver e implementar estratégias de sustentabilidade, avaliar e monitorar o desempenho sustentável, garantir conformidade com regulamentações, integrar a sustentabilidade em processos e operações, engajar partes interessadas, promover iniciativas sustentáveis, publicar relatórios de sustentabilidade, educar e conscientizar, incentivar inovação e pesquisa, além de avaliar riscos e oportunidades.
O acompanhamento da gestão dos impactos é realizado por meio de reuniões mensais do Conselho Deliberativo, nas quais a Diretoria Executiva apresenta reportes gerais e as gerências das seis Diretorias da Previ fornecem atualizações específicas sobre questões econômicas, de pessoas e de sustentabilidade. Caso um tema exija atenção imediata, reuniões extraordinárias podem ser convocadas.
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Papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança no relato de sustentabilidadeGRI 2-14
O Conselho Deliberativo da Previ é responsável por analisar e aprovar as informações relatadas nos relatórios da organização, incluindo o Relatório Anual, que apresenta os principais destaques financeiros, socioambientais e de governança, além de avanços em temas como ética, sustentabilidade, gestão dos planos de benefícios e recursos humanos. Este relatório segue as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), que estabelece padrões globais para reporte de desempenho e impactos sociais, econômicos e ambientais. De acordo com o Estatuto da Previ, cabe ao Conselho Deliberativo examinar e aprovar o Relatório Anual proposto pela Diretoria Executiva, com o apoio do Conselho Fiscal, que emite parecer técnico verificando a precisão e a conformidade das informações.
O Conselho Deliberativo não é responsável pela análise e aprovação dos temas materiais da organização. Isso se deve à divisão clara de responsabilidades na estrutura de governança da Previ. O Conselho Fiscal, especializado na análise detalhada de aspectos financeiros e operacionais, assegura a conformidade do relatório e a fidedignidade das informações. Essa abordagem permite que o Conselho Deliberativo foque em decisões estratégicas e tome decisões informadas com base nos pareceres técnicos do Conselho Fiscal.
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Conflitos de interessesGRI 2-15
A Previ possui processos estruturados para prevenir e mitigar conflitos de interesse, centrados na sua Política de Integridade, aprovada pelo Conselho Deliberativo. Esta política, revisada bianualmente, aplica-se a conselheiros, dirigentes, funcionários e parceiros comerciais. As medidas de mitigação incluem a segregação de funções, a proibição de uso de informações privilegiadas e a obrigatoriedade de declaração formal de conflito, com a consequente abstenção do envolvido em discussões e processos decisórios relacionados. Todos os abrangidos devem assinar um termo de ciência e compromisso anual.
Os conflitos de interesse são revelados aos públicos de relacionamento por meio de relatórios anuais, demonstrações financeiras e canais institucionais. A divulgação abrange participações cruzadas em órgãos de administração, relações acionárias com fornecedores e transações com partes relacionadas. Situações adicionais são reportadas sempre que houver impacto material ou exigência de órgãos reguladores, em conformidade com os princípios de transparência e boa governança.
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Comunicação de preocupações cruciaisGRI 2-16
O Conselho Deliberativo recebe reporte trimestral da Ouvidoria Interna sobre a totalidade das denúncias e reclamações recursais encaminhadas no período, sendo-lhes fornecido relatório detalhado contendo:
a) Classificação das demandas;
b) Análise da volumetria;
c) Classificação das reclamações por público;
d) Quantidade de denúncias em tratamento por assunto;
e) Resultados das denúncias encerradas;
f) Relação de oportunidades de melhoria identificadas no trimestre ou ano e que estão sob acompanhamento.Além disso, a Ouvidoria aciona, de forma tempestiva, o Comitê de Auditoria e o Presidente do Conselho Deliberativo para informar sobre qualquer denúncia envolvendo Diretores ou Conselheiros da Previ, ou casos que apresentem riscos financeiros e de imagem relevantes para a entidade.
Adicionalmente, o Conselho Deliberativo é informado sobre todos os ofícios recebidos de órgãos de supervisão ou fiscalização imediatamente após seu recebimento pela entidade. Não há controle do número total de preocupações cruciais relatadas. Contudo, essas comunicações são realizadas por meio de diversos canais, como relatórios, apresentações e reuniões.
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Conhecimento coletivo do mais alto órgão de governançaGRI 2-17
A Previ promove o desenvolvimento contínuo das habilidades e da experiência de seus órgãos de governança por meio de iniciativas de integração e capacitação técnica. O principal mecanismo para essa atualização é o evento “PREVI INTEGRAÇÃO”, que reúne membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, Diretoria Executiva e gerentes executivos.
Na edição realizada em 7 de maio de 2025, o programa focou no fortalecimento das competências relacionadas aos critérios ASGI (Ambiental, Social, Governança e Integridade). O debate priorizou a importância da integração de fatores de sustentabilidade e investimentos responsáveis na gestão da entidade, alinhando a capacidade de resposta dos conselheiros aos desafios contemporâneos, transformações macroeconômicas e compromissos atuariais, em conformidade com a missão institucional de prover proteção segura e sustentável aos associados.
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Avaliação do desempenho do mais alto órgão de governançaGRI 2-18
A Previ realiza anualmente a avaliação de desempenho de seu mais alto órgão de governança, com foco na supervisão dos impactos econômicos, ambientais e sociais. O processo é conduzido de forma independente e contempla a autoavaliação dos membros, cujos resultados fundamentam a tomada de decisões e a definição de ações corretivas pela entidade.
Como resposta a essas avaliações, a Previ implementa programas de treinamento e desenvolvimento voltados ao fortalecimento técnico dos colegiados. Em 2025, os membros participaram da terceira edição do evento “Previ Integração”, que contou com a colaboração de entidades como ABRAPP, PREVIC e ANAPAR. Durante o encontro, priorizou-se o aprofundamento nos critérios ASGI (Ambiental, Social, Governança e Investimentos Responsáveis), visando aprimorar a integração desses fatores na gestão estratégica e nos processos decisórios da organização.
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Políticas de remuneraçãoGRI 2-19
A política de remuneração da alta liderança e do Conselho de Administração da Previ prevê remuneração fixa e variável. A remuneração fixa do mais alto órgão de governança é proporcional à remuneração praticada pelo Banco do Brasil (BB), sendo os altos executivos remunerados de forma compatível com os padrões da instituição. A remuneração variável, limitada a 12 salários por ano, está vinculada ao cumprimento de metas estabelecidas pelo Comitê de Remuneração e aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Conselheiros deliberativos, fiscais e consultivos não recebem remuneração variável.
Além disso, a política contempla benefícios como auxílio mudança, auxílio moradia, bolsa de idiomas e reembolso de certificações de mercado. Em caso de término de mandato, diretores retornam ao BB e recebem o equivalente a 12 meses de remuneração por meio do PAET (Programa de Alternativas para Executivos em Transição). Conselheiros, por sua vez, não possuem dedicação exclusiva à Previ e não recebem pagamentos de rescisão. O pagamento da remuneração variável segue o modelo “clawback”, com adiantamento de honorários no primeiro semestre e descontos caso as metas anuais não sejam atingidas.
Não há distinção nas taxas de contribuição ou nos planos de benefícios de aposentadoria entre altos executivos e demais empregados. A remuneração da Diretoria Executiva está vinculada à gestão de impactos econômicos, sociais e ambientais, com equivalência salarial definida em relação aos cargos correspondentes no Banco do Brasil. A remuneração variável é condicionada a indicadores anuais de desempenho, supervisionados pelo Comitê de Remuneração e aprovados pelo Conselho Deliberativo.
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Processo para a determinação da remuneraçãoGRI 2-20
O processo de determinação da remuneração na Previ é fundamentado em objetivos estratégicos e na análise de mercado, sendo supervisionado pelo Comitê de Remuneração e aprovado pelo Conselho Deliberativo. A definição da Remuneração Variável dos Administradores (RVA) baseia-se em indicadores, estudos e simulações técnicas realizados internamente pela área de Controladoria (Dirad/Gecon), não havendo a contratação de consultores externos para esta finalidade.
A participação dos públicos de relacionamento é garantida pela estrutura paritária do Conselho Deliberativo, que avalia anualmente os pareceres do Comitê de Remuneração. Para o corpo funcional, a determinação da remuneração ocorre por meio de negociações coletivas: os funcionários do Quadro Próprio seguem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com o Sindepperj, enquanto os funcionários cedidos têm seus reajustes vinculados ao acordo entre o sindicato dos bancários e o Banco do Brasil, conforme estabelecido em convênio de cessão.
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Proporção da remuneração total anualGRI 2-21
A proporção entre a remuneração total anual do indivíduo mais bem pago da organização e a remuneração total anual média de todos os empregados (excluindo-se o mais bem pago) foi de 4,94. Em relação ao aumento na remuneração, a proporção entre o aumento percentual na remuneração total anual do indivíduo mais bem pago e o aumento percentual mediano na remuneração total anual de todos os empregados (excluindo-se o mais bem pago) foi de -6,03, sendo que o aumento percentual mediano na remuneração total anual dos empregados foi de -4,89%. Os dados abrangem remuneração base, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e Remuneração Variável Anual (RVA – para Dirigentes). A redução na remuneração média dos empregados, exceto para o indivíduo mais bem pago, decorreu da diminuição no montante distribuído via PLR no período.
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Compromissos de políticaGRI 2-23
A Previ mantém compromissos formais com a conduta empresarial responsável e o respeito aos direitos humanos, estruturados em seu Código de Ética, na Política de Integridade e na Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI. Esses documentos estabelecem princípios de cidadania, transparência, integridade e responsabilidade socioambiental, além de diretrizes rigorosas para a prevenção de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
No âmbito dos direitos humanos, a entidade fundamenta suas condutas na Declaração Universal dos Direitos Humanos e no Pacto Global da ONU, repudiando o trabalho degradante, infantil ou escravo, bem como qualquer forma de discriminação ou assédio. A Previ promove ativamente a equidade de gênero e raça em todos os seus relacionamentos.
Aprovadas pelo Conselho Deliberativo, tais políticas aplicam-se a todas as atividades e relações de negócio da organização. A conformidade é assegurada por processos de due diligence e cláusulas contratuais obrigatórias para fornecedores. A comunicação desses compromissos ocorre por meio de campanhas anuais de adesão para o corpo funcional, além da disponibilização pública dos normativos no site institucional (https://www.previ.com.br/portal-previ/a-previ/normativos/).
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Incorporação de compromissos de políticasGRI 2-24
A Previ incorpora seus compromissos de conduta empresarial e sustentabilidade em toda a sua estrutura organizacional sob a supervisão do Conselho Deliberativo. A delegação de responsabilidades é técnica e estrategicamente apoiada pelo Comitê de Sustentabilidade, que propõe ações de investimento responsável e monitora os riscos ASGI (Ambiental, Social, Governança e Integridade).
No nível estratégico, os compromissos estão integrados ao Plano Estratégico 2025-2029, que estabelece metas específicas para diversidade na liderança e gestão de portfólio fundamentada em critérios de sustentabilidade. Operacionalmente, a organização monitora riscos socioambientais e climáticos em sua matriz de riscos corporativos e adota critérios ASGI rigorosos em seus processos de investimento.
Nas relações de negócio, a Previ aplica processos de Due Diligence de Integridade para a seleção e monitoramento de parceiros, consultando listas restritivas nacionais e internacionais (como o Cadastro de Empregadores de trabalho escravo e listas do Conselho de Segurança da ONU). Os contratos incluem cláusulas mandatórias sobre ética, anticorrupção e proteção de dados (LGPD).
Para assegurar a implementação dessas políticas, a entidade oferece capacitação contínua por meio da “Trilha Ética” e de plataformas especializadas em segurança da informação. Em 2025, foram introduzidos novos cursos sobre ambientes livres de assédio e realizado o seminário “Reflexões Éticas”, focado nos desafios da governança e ética no uso de Inteligência Artificial.
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Processos para reparar impactos negativosGRI 2-25
A Previ possui compromissos para reparar impactos negativos causados ou contribuídos por suas atividades. Embora sua principal atividade, a gestão de planos de benefícios previdenciários, não gere impactos negativos diretos significativos, a entidade busca mitigar riscos financeiros e de reputação adotando melhores práticas ASGI (ambientais, sociais, governança e integridade) na gestão de investimentos e implementando controles rigorosos para evitar falhas operacionais. Além disso, mantém um canal de denúncias operado de forma independente para registro de queixas.
Os mecanismos de queixas da Previ incluem canais específicos para diferentes naturezas de atendimento. Para denúncias, a organização disponibiliza canal 24 horas pelo telefone 0800 515 0001 ou pelo site www.contatoseguro.com.br/pt/previ/relato/denuncia. Reclamações de segunda instância podem ser registradas na Ouvidoria pelo telefone 0800 729 0303 ou pelo site www.previ.com.br/ouvidoria/reclamacao-de-2-instancia, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h (exceto feriados). A Previ oferece ainda a Central de Atendimento pelo 0800 729 0505, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (exceto feriados), e o canal Fale Conosco pelo site www.previ.com.br/portal-previ/fale-conosco..
Em 2025, foram registradas 226 queixas, com índice de satisfação de 95% no atendimento via 0800. As denúncias tratam de questões como desvio de conduta, fraude, corrupção, discriminação, quebra de sigilo e violação de leis ou normas internas.
A Previ promove engajamento com empresas investidas para mitigar riscos e impactos negativos indiretos, conforme diretrizes da Política de Sustentabilidade e Melhores Práticas ASGI. Este engajamento ocorre por meio de planos de ação baseados em avaliações internas, com foco na indução de boas práticas ASGI e na divulgação de emissões de gases de efeito estufa. As ações são realizadas de forma individual, em parceria com acionistas ou por meio de conselheiros indicados pela Previ.
Os públicos de relacionamento relacionados aos mecanismos de queixas são envolvidos em sua concepção, revisão e operação. As áreas técnicas identificam oportunidades de melhoria nos processos e implementam ajustes quando necessário. O feedback é fornecido aos reclamantes da Ouvidoria, enquanto as denúncias são tratadas com confidencialidade, sem detalhamento das ações adotadas.
As queixas registradas em 2025 foram distribuídas da seguinte forma: 2 não tratadas, 142 tratadas mas não solucionadas, 36 tratadas e solucionadas sem reparação, e 46 tratadas e solucionadas com reparação.
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Mecanismos para aconselhamento e apresentação de preocupaçõesGRI 2-26
A Previ disponibiliza canais estruturados para que seu corpo funcional, dirigentes e demais partes interessadas possam buscar orientações ou reportar preocupações relacionadas à conduta empresarial. Para o aconselhamento sobre a aplicação de suas políticas e práticas responsáveis, a organização oferece programas de treinamento e capacitação. Adicionalmente, o Comitê de Ética da Previ atua como instância consultiva superior, sendo responsável por manifestar-se sobre conflitos e dilemas éticos de caráter institucional. O Comitê tem a atribuição de esclarecer dúvidas sobre a conformidade de condutas mediante a emissão de pareceres técnicos sempre que consultado ou acionado. Para o relato de preocupações quanto à conduta organizacional ou não conformidades com leis e regulamentos, a Previ mantém mecanismos de denúncia e linhas telefônicas específicas.
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Conformidade com leis e regulamentosGRI 2-27
Em relação à conformidade com leis e regulamentos, ocorreram treze casos de multas aplicadas, totalizando R$ 2.783,45. Não houve registro de sanções não monetárias aplicadas, e nenhuma multa referente a períodos de relato anteriores foi paga. Não foram identificados casos significativos de não conformidade relacionados a normas expedidas pelos órgãos regulador e fiscalizador da entidade. A Previ considera como significativas as não conformidades que resultam em penalidades aplicadas pelos órgãos reguladores e fiscalizadores das EFPC.
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Participação em associaçõesGRI 2-28
A Previ participa de diversas associações e iniciativas estratégicas, tanto nacionais quanto internacionais. Entre as principais estão a ABRAPP, que representa as Entidades Fechadas de Previdência Complementar; os Principles for Responsible Investment (PRI), nos quais a Previ tem participação no Conselho; o Carbon Disclosure Project (CDP), com assento no Conselho Técnico Consultivo; o Instituto Ethos; e o Movimento Empresarial pelo Desenvolvimento da Mulher: + Mulher 360, focado na equidade de gênero. A entidade também integra o Women on Board, que incentiva a inclusão de mulheres em conselhos empresariais, e a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, que promove a diversidade racial no ambiente corporativo. Além disso, a Previ participa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e do Pacto Global da ONU.
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Abordagem para engajamento de stakeholdersGRI 2-29
A Previ adota uma estratégia de engajamento centrada no propósito de cuidar do futuro das pessoas, colocando os associados no centro de sua estratégia organizacional e orientando sua cultura para além do simples pagamento de benefícios. A entidade engaja-se ativamente com diversos grupos, incluindo parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, empregados, governos, fornecedores, sindicatos e, primordialmente, seus participantes e assistidos. Esse engajamento é realizado de forma segmentada para atender às necessidades específicas de cada perfil, com estratégias distintas para o Plano 1 (focado em aposentados e pensionistas), Previ Futuro (participantes na ativa), Previ Família (familiares de associados) e Capec. A evolução do comportamento desses públicos, como o crescimento da base do Previ Futuro e Previ Família, impôs uma nova realidade de comunicação, levando a Previ a assumir o protagonismo em canais digitais e redes sociais como Instagram, WhatsApp e LinkedIn para tratar de temas relevantes de forma direta.
A organização utiliza instrumentos diversificados para garantir um engajamento significativo e transparente. Em 2025, foram implementadas inovações como a Carta do Gestor, que traz análises mensais de rentabilidade e expectativas de investimento, e a reformulação do painel Desempenho dos Planos no site institucional, oferecendo uma interface intuitiva para análise de resultados. O processo de educação previdenciária é reforçado pelo Papo Previ, um mesacast mensal no YouTube que traduz conteúdos técnicos sobre alocação de ativos e cenário econômico em linguagem acessível. O propósito dessas ações é identificar impactos, mitigar riscos, melhorar a tomada de decisão e construir relacionamentos de longo prazo, sendo a reputação tratada como um ativo valioso pela Gerência de Estratégia, Governança e Sustentabilidade.
A Previ também utiliza a imprensa tradicional como um importante multiplicador de informações e realiza pesquisas de satisfação constantes para mapear a eficácia de sua comunicação. Todo esse esforço é norteado pela missão institucional e conta com porta-vozes que atuam preservando a imagem da entidade e respeitando as normas legais. O engajamento diário abrange desde e-mails marketing de campanhas até eventos presenciais esporádicos, garantindo que as necessidades e expectativas de todos os públicos de relacionamento, incluindo o patrocinador Banco do Brasil e órgãos reguladores, sejam devidamente integradas à gestão da organização.
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Acordos de negociação coletivaGRI 2-30
Na Previ, 100% dos colaboradores são cobertos por acordos de negociação coletiva.
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Indicadores (GRI) extras
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Novas contratações e rotatividade de empregadosGRI 401-1
Rotatividade dos empregados - GRI 401-1 2023 2024 2025 Número de novos contratados Taxa de novas contratações Número total de desligados Taxa de rotatividade Número de novos contratados Taxa de novas contratações Número total de desligados Taxa de rotatividade Número de novos contratados Taxa de novas contratações Número total de desligados Taxa de rotatividade Gênero Homens 9 3,49 18 5,23 29 10,47 10 7,04 7 2,55 10 3,09 Mulheres 7 2,95 9 3,38 26 10,44 12 7,63 7 2,79 6 2,59 Faixa etária Abaixo de 30 anos 0 0,00 1 50,00 1 100,00 1 100,00 0 0,00 0 0,00 Entre 30 e 50 anos 13 3,44 16 3,84 49 12,47 8 7,25 10 2,58 9 2,45 Acima de 50 anos 3 2,59 10 5,60 5 3,79 13 6,82 4 2,88 7 3,96 Região Rio de Janeiro 15 3,07 27 4,30 55 10,56 22 7,39 14 2,70 16 2,89 Brasília 1 14,29 0 7,14 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0 Total 16 3,23 27 4,34 55 10,46 22 7,32 14 2,66 16 2,85 -
Licença-maternidade/paternidadeGRI 401-3
Licença-maternidade/paternidade - GRI 401-3 2023 2024 2025 Empregados que tiveram direito a tirar a licença Homens 258 277 275 Mulheres 237 249 251 Empregados que tiraram a licença Homens 5 5 4 Mulheres 5 5 2 Empregados que retornaram ao trabalho, no período do relatório, após o término da licença Homens 5 5 3 Mulheres 5 5 2 Empregados que retornaram a trabalhar após a licença e continuaram empregados 12 meses após o retorno ao trabalho Homens 5 5 5 Mulheres 4 4 5 Taxa de retorno Homens 100% 100% 100% Mulheres 80% 100% 100% Taxa de retenção Homens 100% 100% 100% Mulheres 80% 100% 100% -
Capacitação de trabalhadores em saúde e segurança do trabalhoGRI 403-5
A Previ promove a capacitação contínua de seus trabalhadores por meio do programa “PREVinir”, que estrutura treinamentos em saúde e segurança no Portal de Educação Previ. A grade curricular é organizada em trilhas de conhecimento que abrangem a Saúde Integral, abordando temas como ergonomia no home office, prevenção de burnout e ansiedade, além de planejamento financeiro pessoal.
No âmbito normativo, a organização oferece cursos virtuais sobre as Normas Regulamentadoras NR-5, NR-7, NR-9 e NR-17. Especificamente para a gestão de riscos ocupacionais e situações perigosas, a Previ realiza a formação de cipeiros, capacitando os funcionários sobre noções de acidentes e doenças decorrentes das condições de trabalho e medidas de prevenção. Também são oferecidos treinamentos de Primeiros Socorros e workshops de ergonomia direcionados aos colaboradores da Central de Atendimento.
Complementarmente, a entidade investe na saúde mental e segurança psicológica através da trilha “Gestão das Emoções no Mundo BANI” e de capacitações periódicas presenciais para lideranças, focadas em inteligência emocional. Palestras virtuais sobre bem-estar são disponibilizadas regularmente para todo o corpo funcional.
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Promoção da saúde do trabalhadorGRI 403-6
A Previ desenvolve programas robustos para facilitar o acesso de seus colaboradores a serviços de saúde e promover o bem-estar integral. Os funcionários do quadro próprio e jovens aprendizes contam com assistência médica via plano Amil, enquanto os funcionários cedidos dispõem de atendimento no posto da Cassi, localizado nas dependências da entidade, operando sob o modelo de atenção primária à saúde para colaboradores e seus familiares.
O pilar central dessa gestão é o Programa PREVInir, fundado em 2006, que atua na prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida por meio de quatro eixos: saúde física, mental, social e financeira. Entre as iniciativas permanentes, destacam-se:
- Saúde Física e Preventiva: Aulas de ginástica laboral, sessões de Shiatsu, campanhas de vacinação, análises ergonômicas periódicas (incluindo suporte para home office via Ergo Help) e o grupo EmagreSer. A entidade também financia inscrições em corridas de rua e mantém convênios com Wellhub e TotalPass.
- Saúde Mental e Emocional: Acesso a terapias online através da plataforma Wellz e campanhas de conscientização como o Janeiro Branco e Setembro Amarelo.
- Saúde Social e Vocal: Realização dos Jogos Previ, visitas culturais guiadas e, especificamente para a Central de Atendimento, sessões de ginástica vocal.
A Previ facilita o acesso a esses serviços por meio da seção “Minha Vida na Previ” em sua Intranet, onde são centralizados os agendamentos e comunicados. A organização garante o sigilo absoluto das informações pessoais de saúde, assegurando que os dados médicos sejam confidenciais e tratados exclusivamente no âmbito da relação médico-paciente, sem qualquer impacto na trajetória profissional do colaborador.
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Média de horas de capacitação por ano, por empregadoGRI 404-1
Média de horas de capacitação de empregados por gênero - GRI 404-1 2023 2024 2025 Homens 60,66 71,54 82,62 Mulheres 64,60 63,82 70,50 Total 62,38 67,88 76,81
1 - Categorias incluídas a partir de 2024Média de horas de capacitação de empregados por categoria funcional - GRI 404-1 2023 2024 2025 Técnico em informática 65,05 56,37 150,50 Gerente de núcleo e correlatos 64,04 62,83 48,05 Gerente executivo e correlatos 62,61 52,39 35,55 Assistente técnico 62,25 174,06 220,84 Analista I e correlatos 61,98 72,58 94,63 Analista II e correlatos 60,95 58,89 58,11 Diretores1 - 65,00 27,89 Auditores II e Advogados II1 - 102,13 68,92 Assessores1 - 30,71 88,13 Quadro próprio1 - 6,88 12,71 Total 62,38 67,88 76,81 -
Diversidade em órgãos de governança e empregadosGRI 405-1
Indivíduos dentro dos órgãos de governança da organização, por gênero (%) - GRI 405-1 2023 Homens 83,30 Mulheres 16,70 Total 100,00 2024 Homens 75,00 Mulheres 25,00 Total 100,00 2025 Homens 75,00 Mulheres 25,00 Total 100,00 Indivíduos dentro dos órgãos de governança da organização, por faixa etária (%) - GRI 405-1 2023 Abaixo de 30 anos 0,00 Entre 30 e 50 anos 44,44 Acima 50 anos 55,56 Total 100,00 2024 Abaixo de 30 anos 0,00 Entre 30 e 50 anos 50,00 Acima 50 anos 50,00 Total 100,00 2025 Abaixo de 30 anos 0,00 Entre 30 e 50 anos 50,00 Acima 50 anos 50,00 Total 100,00 Empregados, por categoria funcional e gênero (%) - GRI 405-1 Categoria funcional 2023 2024 2025 Homens Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres Diretoria 83,33 16,67 83,33 16,67 66,67 33,33 Gerência 76,47 23,53 73,68 26,32 72,22 27,78 Chefia/Coordenação 62,50 37,50 64,71 35,29 62,96 37,04 Técnica/Supervisão 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 Administrativo 53,59 46,41 53,16 46,84 52,89 47,11 Operacional 35,29 64,71 38,78 61,22 39,80 60,20 Total 52,96 47,04 52,66 47,34 52,28 47,72 Empregados, por categoria funcional e faixa etária (%) - GRI 405-1 Categoria funcional 2023 2024 2025 Abaixo de 30 anos Entre 30 e 50 anos Acima de 50 anos Abaixo de 30 anos Entre 30 e 50 anos Acima de 50 anos Abaixo de 30 anos Entre 30 e 50 anos Acima de 50 anos Diretoria 0,00 50,00 50,00 0,00 66,67 33,33 0,00 50,00 50,00 Gerência 0,00 58,82 41,18 0,00 57,89 42,11 0,00 66,67 33,33 Chefia/Coordenação 0,00 79,17 20,83 0,00 84,31 15,69 0,00 79,63 20,37 Técnica/Supervisão 0,00 50,00 50,00 0,00 50,00 50,00 0,00 50,00 50,00 Administrativo 0,00 77,84 22,16 0,00 74,71 25,29 0,00 73,99 26,01 Operacional 1,18 75,29 23,53 1,02 74,49 24,49 0,00 72,45 27,55 Total 0,20 75,69 24,11 0,19 74,71 25,10 0,00 73,57 26,43 Empregados dos grupos de sub-representados, por categoria funcional (%) - GRI 405-1 Categoria funcional 2024 2025 Negros PCDs Negros PCDs Diretoria 16,67 0,00 16,67 0,00 Gerência 31,58 0,00 33,33 0,00 Chefia/Coordenação 21,57 0,00 22,22 0,00 Técnica/Supervisão 25,00 0,00 25,00 0,00 Administrativo 22,70 1,44 23,12 0,87 Operacional 35,71 1,02 37,76 1,02 Total 25,29 1,14 26,05 0,76 -
Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homensGRI 405-2
Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens, por categoria funcional - GRI 405-2 Categoria 2024 2025 Salário base Remuneração Salário base Remuneração Diretoria 1,00 1,00 1,00 1,00 Gerência 1,00 1,00 1,00 1,00 Chefia/Coordenação 1,00 1,00 1,00 1,00 Técnica/Supervisão 1,00 1,00 1,00 1,00 Administrativo 1,00 1,00 1,00 1,00 Operacional 1,00 1,00 1,00 1,00 -
Casos de discriminaçãoGRI 406-1
A Previ mantém canais de denúncia e processos rigorosos para a apuração de quaisquer relatos de discriminação. Durante o período de relato de 2025, foram registrados 2 casos relacionados a essa temática. Ambas as demandas foram integralmente analisadas pelas instâncias de governança e ética da entidade. Após o processo de apuração, as denúncias foram consideradas improcedentes, resultando no encerramento do tratamento de ambos os casos. Em função do resultado da análise, não houve a necessidade de elaboração ou implementação de planos de ação corretiva ou medidas de reparação.
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Queixas comprovadas relativas à violação de privacidade e perda de dados de clientesGRI 418-1
Durante o período de relato, a Previ não recebeu reclamações comprovadas relacionadas a violações de privacidade ou perda de dados de clientes, seja por terceiros ou órgãos reguladores. Também não houve registros de vazamentos, furtos ou perdas de dados de clientes.
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